Início Actualidade Sector da energia e água angolano alinhado aos desafios de África

Sector da energia e água angolano alinhado aos desafios de África

por Editor

O sector de Energia e Águas em Angola, ao longo dos últimos 50 anos de independência, tem se consolidado como um dos pilares fundamentais para a construção de um país moderno, soberano e com a visão de integração regional e continental, afirmou hoje, em Luanda, o especialista em Relações Internacionais, Paulo Quaresma.

A propósito dos 63 anos do Dia de África, que se assinala hoje (25 de Maio), destacou o percurso do país desde a Independência Nacional, em 1975, considerando que reflecte uma aposta contínua do Estado na dignidade humana e no desenvolvimento sustentável.

Dados indicam que África enfrenta um déficit de infra-estrutura e que mais de milhões de pessoas não têm acesso a água potável e milhões vivem sem eletricidade.

Para mitigar esta crise, a União Africana declarou o ano em curso como o Ano da Água, enquanto o Banco Mundial lidera a “Missão 300” para conectar milhões de pessoas à eletricidade até 2030.

Na visão de Paulo Quaresma, Angola herdou um sistema energético e hídrico extremamente limitado e concentrado, cuja situação foi agravada pelos longos anos de conflito armado.
Contudo, sublinhou que a paz alcançada em 2002 abriu caminho para investimentos estruturantes que transformaram a realidade socioeconómica do país.

“A chegada da energia e da água às comunidades significa mais oportunidades económicas, mais saúde, mais educação e melhores perspectivas de futuro”, realçou.

Segurança energética e industrialização

No domínio energético, o especialista apontou que o aumento da capacidade de produção, transporte e distribuição permitiu melhorar a estabilidade do sistema e atrair investimento privado.

Para o entrevistado, os grandes empreendimentos hidroeléctricos foram determinantes para mudar o panorama nacional, com destaque para a barragem de Capanda, Cambambe, Laúca.

Avanços no abastecimento de água e resiliência climática

No sector das águas, Paulo Quaresma classificou como respostas estratégicas ao crescimento populacional as obras do Sistema de Abastecimento de Água do Quilonga Grande e da Estação de Tratamento de Água (ETA) da Bita, infra-estruturas fundamentais para garantir o acesso ao líquido precioso nas províncias de Luanda e Icolo e Bengo.

Destacou igualmente o impacto social e humanitário do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA). Através da construção de canais, reservatórios e condutas, o programa tem aumentado a resiliência das comunidades locais face às alterações climáticas, protegendo o gado e apoiando a agricultura familiar.OPF/CS

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