Mais um caso, alarmante, está a suscitar muita polémica na opinião pública, tanto a nível interno como externo. O caso, mais um entre muitos, descredibiliza a justiça angolana, mostra que o propalado “combate à corrupção” não passa de um truque malabarista para desviar as atenções do verdadeiro e gigantesco saque de que Angola tem sido vítima.
Tal é o caso, que é destaque em diversos meios e plataformas de notícias, entre outros, sobre a “nomeação de um foragido da justiça, considerado ‘altamente perigoso’, que depois de ter fugido do país e andou pela Europa a “desbundar” o fruto do roubo, regressou à procedência como “herói”, sendo nomeado para liderar o Gabinete de Normalização, Auditoria, Compliance e Controlo de Qualidade da ENDIAMA E.P.”.
O Presidente do Conselho de Administração (PCA) da ENDIAMA E.P., José Manuel Ganga Júnior, está a ser acusado de cúmplicidade em actos de alta corrupção que, nos últimos tempos, tem fragilizado a empresa pública de diamantes.
As graves acusações que recaem sobre o PCA da ENDIAMA subiram de tom por admitir, aprovar e validar a ascensão de Mário Mapuia Tunga ao cargo de diretor de um Gabinete de suma importância naquela empresa, apesar de saber perfeitamente que o indivíduo é considerado “altamente perigoso”, ostentando um alarmante “perfil vermelho” na administração pública.
De acordo com as notícias que circulam, “a liderança máxima da ENDIAMA assume a coresponsabilidade por um dos maiores escândalos éticos da governação corporativa no país”, situação que está a causar revolta e
indignação, tanto em fóruns económicos, como na sociedade civil, pelo fato de levantar uma questão direta e inevitável: “se Mário Tunga utilizou as suas funções para lesar o Estado ontem na Administração Geral Tributária (AGT), que garantias têm os cidadãos e os parceiros internacionais de que ele não está a continuar a roubar hoje na ENDIAMA, sob a cobertura e complacência direta do próprio PCA Ganga Júnior?”
É caso para dizer que o princípio da integridade corporativa e da moralidade pública sofreu um golpe devastador no sector diamantífero angolano. “Colocar um indivíduo com este histórico criminal pendente no coração da fiscalização de diamantes equivale a entregar a chave do cofre ao principal suspeito”! Voltaremos em próximas edições! (J24 Horas)
