As candidatas Faustina Alves de Sousa e Delfina Cumandala vão hoje a votos, depois de uma intensa campanha eleitoral, em diversos pontos do país, à presidência da Cruz Vermelha de Angola,
Delfina Cumandala e Faustina Alves de Sousa transmitiram à população votante, no período de campanha eleitoral, os projectos a ser materializados, nos próximos anos, em caso de vitória, focados na organização e revitalização da organização.
As propostas apresentadas ao eleitorado, segundo apurou este jornal, foram consideradas, pelos delegados provinciais, de interessante, pelo que uma será hoje escolhida quando forem depositados os votos nas urnas.
Mas, a escassos minutos da abertura das urnas, paira no seio do eleitorado um clima de favorecimento à candidata Faustina Alves de Sousa, pelo facto de ser membro do Comité Central, o que de certo modo, garantirem as nossas fontes, retira a lisura no processo.
Frisaram que a proposta de Delfina Cumandala, membro da CVA há dez anos, “está bem estruturada e consiste”, sobretudo no que tocante à organização interna, com a regularização dos salários em atraso.
“É preciso que a massa votante não seja coagida no exercício voto livre. Por isso, as tentativas de favorecimento de uma das candidaturas, por ser do CC do partido de suporte ao Governo, maculam a lisura das eleições”, disseram.
Na deslocação numas das províncias, a candidata Delfina Cumandala apresentou as linhas do seu projecto, sendo a “unidade e universalidade, resolução dos salários em atraso, há mais de 40 meses. A liderança moderna e inclusiva, assente nos sete princípios fundamentais, estreitamento de parcerias com o Executivo, revitalização da C.V. A e visibilidade da mesma a nível nacional e internacional, fazem parte das linhas de actuação de Delfina Cumandala, a candidata número 2 do boletim de votos.
A equipa da candidata Faustina Alves de Sousa avança que foi na condição de membro da CVA que decidiu se candidatar à presidência da Cruz Vermelha de Angola, negando as acusações de ter sido proposta pelo Executivo na qualidade de membro do CC do MPLA.
A médica, professora e reformada, apontou a sua equipa de campanha, decidiu candidatar-se por vontade própria para continuar a dar o seu contributo nas causas sociais, ajudando quem mais necessita.
Mas alguns funcionários, em conversa com o Jornal 24 Horas, asseguram que o factor “militância partidária” de Faustina Alves de Sousa tem “enorme influência” no momento do escrutínio, por se ter “a sensação de ser alguém com mais facilidades de resolver os problemas” que a organização enfrenta.
“Enquanto titular do Ministério da Reinserção Social não acrescentou mais-valia às políticas sociais. Se assim fosse, embora ser um cargo de confiança política, estaria no governo. O único activo que tem, nesta corrida às eleições da nossa organização, é o facto de ser membro do Comité Central do MPLA. Isso tem enorme influência no processo”, disseram.
Por se tratar de eleições, os delegados garantem que, entre Delfina Cumandala e Faustina Alves de Sousa, vão escolher a melhor proposta para o futuro da organização.
