Início Sociedade COORDENADOR DO CAMPISMO 2 DESTACA SOLIDARIEDADE NACIONAL, MAS ALERTA PARA NECESSIDADE URGENTE DE COLCHAS COM A CHEGADA DO FRIO

COORDENADOR DO CAMPISMO 2 DESTACA SOLIDARIEDADE NACIONAL, MAS ALERTA PARA NECESSIDADE URGENTE DE COLCHAS COM A CHEGADA DO FRIO

por Editor

O centro de acolhimento instalado no Campismo 2 alberga actualmente 10.350 pessoas vítimas das últimas cheias na província de Benguela, segundo revelou esta manhã o coordenador do espaço, António Francisco. Apesar do número elevado, o responsável garante que os sinistrados estão bem distribuídos.

O grande problema, no entanto, é a falta de material para abrigar todos com dignidade. Nós não temos um número de tendas e colchões que respondem ao número de pessoas neste local, afirmou António Francisco. A preocupação aumenta com a proximidade da época de frio. Ainda precisamos de mais tendas e colchões em função da época de frio que se avizinha, reforçou.

Para o coordenador, a resposta da população tem sido exemplar. A comunidade benguelense e a sociedade angolana no geral tem uma capacidade de solidariedade e resiliência muito forte. Por isso é que os donativos têm chegado das mais variadas partes do país, sublinhou.

Na parte alimentar, a situação está controlada. Não temos problemas nenhum com a alimentação porque o governo provincial garante essa parte, assegurou António Francisco.

O processo de retorno às zonas de origem já começou, mas depende de avaliação técnica. Muitas famílias já foram autorizadas a retomarem as suas casas desde que não haja mais algum perigo, segundo as orientações do Serviço de Proteção Civil e Bombeiros, explicou.

Nem todos os bairros terão o mesmo tratamento imediato. O coordenador adiantou que os sinistrados do bairro do Cotel já foram contemplados com kits de alimentação e de primeira necessidade. Mas isso não vai acontecer com todos os bairros em função da situação crítica de alguns bairros. Por isso é que faremos o realojamento de forma gradual, esclareceu.

António Francisco deixou ainda um apelo aos cidadãos que decidam sair voluntariamente do centro de acolhimento: os colchões e as tendas devem permanecer no local. Há ainda a necessidade de alojar as outras pessoas que ainda estão em péssimas condições. Só poderão levar esses bens quando o centro for desativado, frisou.

No final da sua intervenção, o coordenador dirigiu palavras de apreço aos sinistrados, reconhecendo o momento difícil que atravessam.

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