A Sociedade Mineira de Catoca, que tem recebido várias distinções nacionais e internacionais, em reconhecimento ao importante trabalho que tem efectuado no sector da mineração e em prol da sociedade angolana, vai participar na Feira Internacional da African Mining Indaba, na África do Sul, em representação do ramo mineiro angolano, tendo como objetivo a promoção da marca e do diamante, bem como a procura de novas tecnologias que possam contribuir com a redução de custos e a maximização dos lucros.
A Sociedade Mineira de Catoca, liderada pelo angolano Dr. Benedito Paulo Manuel, depois de ter sido a mais premiada da primeira edição do Angola Mining Awards – AMA 2024, evento realizado no passado dia 13 de Dezembro, no Hotel Epic Sana, em Luanda, logo de seguida foi distinguida, a 15 de Dezembro, como o Melhor Grande Contribuinte, durante o exercício económico de 2024.
Esta distinção junta-se assim a outros reconhecimentos nacionais e internacionais registados ano passado, traduzindo o reafirmar de que a Sociedade Mineira de Catoca é um exemplo em termos de boas práticas de gestão e uma referência na implementação de programas de responsabilidade social interna e externa.
A primeira edição do Angola Mining Awards – AMA 2024, realizada em Luanda, contou com a presença de membros do Governo de Angola, líderes de empresas do sector e figuras incontornáveis da mineração no País.
O evento foi realizado pela Bumbar Mining, com o objectivo de reconhecer e promover os profissionais e empresas que muito contribuem para a mineração em Angola, construindo um legado que servirá de exemplo para as próximas gerações de profissionais da mineração.
No seu programa de responsabilidade social, a Sociedade Mineira de Catoca tem-se distinguido pela construção das casas ecológicas situadas na comunidade do Luenda, município de Saurimo, com a participação da comunidade local.
Os materiais usados na produção das residências vão conferir maior dignidade à população circunvizinha do empreendimento mineiro.
Os critérios de execução priorizam dez residências para acomodar as autoridades tradicionais, sendo que, está prevista a construção de 125 residências para acomodação das distintas famílias daquelas localidades.
De acordo com Mabueni Buba Weli, gerente da construtora, 70% do material aplicado na produção dos blocos é local, excepto o cimento e o aço, em respeito às normas ecológicas.
Para o Chefe do Sector de Gestão de gestão de Benefícios, Africano Barros, a participação da comunidade e o uso de material local, que visa mitigar o impacto ambiental, aguça o sentimento de pertença e poupa despesas, acrescentando que o projecto serve de modelo para outras zonas de jurisdição contempladas.
“As casas são da tipologia T3, cada uma será construída num espaço de 60 metros quadrados e custam cerca de 20 mil dólares. A Catoca, através da sua área de sustentabilidade tem contado com a mão-de-obra local, recorrendo aos jovens das comunidades com experiências ou capacidade de contribuir no processo das construções das residências em curso”, salientou.
A responsável do Comité Internacional da ITIE (Iniciativa de Transparência na Indústria Extractiva) para Angola e Moçambique, Dra. Tatiana Alvarenga, elogiou a participação da Sociedade Mineira de Catoca nos trabalhos para a implementação da ITIE no País, pronunciamento feito no fim de uma reunião realizada no dia 27 de Novembro de 2024, na sede da Catoca em Luanda, que teve como objectivo validar a informação prestada pelo Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET) e o Comité Nacional de Coordenação da ITIE Angola.
Segundo a Dra. Tatiana Alvarenga, está a ser feito um trabalho positivo e a Catoca tem desempenhado um papel muito importante, sobretudo por ser uma referência no sector, em termos de quota de mercado, qualidade dos seus processos e a contribuição social por meio dos programas sociais que implementa, acrescentando que “foi feita a recolha da informação necessária e agora serão dados os passos subsequentes”, concluindo que a parte da Catoca está feita.
O objectivo principal da ITIE, sublinha-se, é de aumentar a transparência e a qualidade de todos os processos na indústria extractiva, em conformidade com as melhores práticas internacionalmente aceites.
O Estado Angolano está engajado em garantir a implementação do ITIE em Angola, como forma de transmitir ao mundo o rigoroso e transparente processo de mineração no País e as acções de combate à corrupção.
A este propósito, o Eng. Bonevides Camilo, líder da equipa que representa Catoca no Comité Nacional de Coordenação da ITIE Angola, ressaltou a importância desta organização internacional para o reforço do reconhecimento de Angola e das empresas angolanas no mercado internacional, como cumpridoras das melhores práticas internacionais da mineração, factor determinante para a manutenção da reputação da marca, dos preços do produto e para atração de investimentos.
“O facto de sermos pioneiros na subscrição da ITIE na mineração em Angola coloca-nos mais uma vez, um passo a frente e reafirma o nosso posicionamento como uma referência incontornável no subsector dos diamantes em Angola, de modo particular, e no mundo em geral”, afirmou o Eng. Bonevides Camilo. (J24 Horas)

