O Governo angolano estabeleceu a meta de alcançar, até 2027, 73% de contribuição de fontes renováveis na matriz de geração de energia. Para atingir o objectivo, os EUA disponibilizaram, até ao momento, 2,4 biliões de dólares para projectos de geração de energias limpas.
A transição global para a energia limpa é um imperativo urgente para enfrentar os desafios das alterações climáticas e garantir o acesso sustentável à energia para as comunidades.
Em Angola, um país rico em património natural, a adoção de fontes de energia limpa destaca-se como uma solução estratégica para a diversificação, consolidação e transição para uma matriz energética mais sustentável.
O apoio dos EUA, na visão do Governo angolano, fortalece a capacidade de atingir a meta de 73% de fontes renováveis até 2027.
O Governo americano está actualmente a preparar a entrada de 500 megawatts de fontes renováveis na matriz energética angolana, com projectos em desenvolvimento nas províncias de Icolo e Bengo e Malanje.
Igualmente, está prevista a implementação de outra iniciativa que adicionará 320 megawatts, beneficiando quatro províncias, especialmente aquelas com baixa ou inexistente oferta de energia.Angola tem um grande potencial para a produção de energia limpa e os Estados Unidos são hoje um parceiro estratégico no processo de transição energética do País.
Noventa e um por cento da energia consumida em Angola provem de fontes renováveis e a produção de fonte hídrica é responsável por mais de 80% e a restante é de fonte solar.
No sistema interligado (Norte-Centro) o consumo é 100% renovável (+Verde). As Centrais termoeléctricas permanecem em “Standby” e disponíveis apenas para atender eventuais compensações de carga em cenário de défice hidrológico.
A utilização de fontes solares em Angola teve início em 2018 com a instalação de centrais híbridas que combinam energia solar e térmica em redes isoladas. Esse projecto pioneiro obteve sucesso significativo, o que impulsionou a transição para projectos estruturantes solares em larga escala.
O crescimento da demanda por energia eléctrica traz consigo diversos desafios para o Sector Eléctrico Angolano. Alguns destes desafios incluem a garantia da universalização do acesso à electricidade de forma fiável, ambientalmente sustentável e a preços acessíveis.
Nesse sentido, investimentos em infraestruturas de energia decorrem em todo o país, visando promover a diversificação da matriz energética por meio de um enfoque nas fontes renováveis de energia, em particular a hídrica e a solar.
Esses investimentos têm como objectivo reduzir o impacto ambiental, garantir a sustentabilidade do sector e o desenvolvimento económico e social do País.Com a injeção de fontes não poluentes, centrais fotovoltaicas, Angola reduziu os custos operacionais e com o combustível, poupando cerca de 876 milhões de litros de combustível. A partir de 2022, o sistema electroprodutor angolano passou a contar com a exploração de parques solares, destacando-se o Parque Solar do Biópio com 188,8 MW. Este projecto é notável por ser o maior empreendimento solar no Sul de África.
Entre 2015 e 2023 novas centrais hidroeléctricas foram implantadas/reabilitadas em várias províncias com maior ênfase para construção da central de Laúca, actualmente a maior central de Angola com 2.070 MW instalados.
Os principais projectos solares encontram-se em Malanje 400 MW, Catete (Icolo e Bengo) 140 MW e em Cabinda 90 MW. O objetivo é evoluir quanto à “Energia +verde” até 2027, estando prevista em Angola uma matriz com cerca de 77% de energia renovável dos quais 14,78% de energia solar até 2027, o que impulsiona para a contribuição térmica, reduzindo para 22,66% (sistemas isolados e garantia da segurança energética).
Hidrogénio VerdeDurante o corrente ano de 2025, Angola poderá exportar hidrogénio verde em forma de amónia, na sequência dos avanços que o país regista no domínio das energias renováveis.Angola vai produzir hidrogénio verde na Barra do Dande, na província do Bengo.
O projeto, desenvolvido pela Sonangol em parceria com empresas alemãs, está previsto para começar a produzir em 2025. O hidrogénio verde é produzido a partir de água e fontes de energia renováveis, como a eólica e solar.
O processo consiste em separar a molécula de água ((H_{2}O)) em hidrogénio ((H_{2})) e oxigénio ((O_{2})). O projeto de hidrogénio verde em Angola tem como objetivos: Contribuir para a transição energética; Descarbonizar a economia e criar empregos.
O hidrogénio verde é convertido em amónia ((NH_{3})), que é mais fácil de transportar do que o hidrogénio gasoso. A amónia pode ser convertida novamente em hidrogénio no país de destino, onde pode ser utilizada para gerar energia.
Na visão do Governo angolano, além da exportação, o país vai igualmente fazer uso do mesmo produto, “que pode ser extremamente útil para a agricultura”.
O país poderá gerar mais postos de trabalho com a criação de uma nova indústria de hidrogénio, assim como aproveitar o capital humano e o conhecimento da indústria petrolífera para qualificar este novo sector. (J24 Horas)

