Início Sociedade 72 MILHÕES DE EUROS DO GENERAL DINO FORAM ARRESTADOS PELA JUSTIÇA PORTUGUESA

72 MILHÕES DE EUROS DO GENERAL DINO FORAM ARRESTADOS PELA JUSTIÇA PORTUGUESA

por Editor

A justiça portuguesa congelou cerca de 72 milhões de euros pertencentes ao general Leopoldino do Nascimento “Dino”, distribuídos por várias contas bancárias em Portugal, na sequência de um pedido de cooperação apresentado pelas autoridades angolanas.

A Justiça portuguesa confirmou que congelou cerca de 72 milhões de euros em contas bancárias do general angolano Leopoldino Fragoso do Nascimento “Dino”. Uma medida tomada na sequência de um pedido de cooperação judiciária apresentado pelas autoridades angolanas.

O arresto abrange várias contas bancárias de “Dino” em Portugal e está ligado a um processo-crime em Angola, onde o antigo homem de confiança do ex-Presidente José Eduardo dos Santos foi condenado, em primeira instância, a cinco anos de prisão.

Ainda de acordo com a informação, o general de 63 anos ainda contestou a decisão, mas o Tribunal da Relação de Lisboa manteve o congelamento dos fundos. O arresto foi inicialmente decretado pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) de Portugal.

A defesa sustentou que parte do dinheiro congelado pertencia à esposa do general, falecida em 2021, pelo que uma parcela dos valores deveria ser reconhecida como património das quatro filhas do casal, enquanto herdeiras legítimas.

Durante os anos de governação de José Eduardo dos Santos, Leopoldino do Nascimento destacou-se como uma das figuras mais influentes e ricas de Angola, com investimentos em áreas como petróleo, banca, telecomunicações, indústria, distribuição e comunicação social. Estimativas apontam que o seu património chegou a aproximar-se de mil milhões de dólares, tendo parte dessa fortuna sido posteriormente entregue ao Estado angolano.

Em Novembro do ano passado, o Tribunal Supremo de Angola condenou “Dino” a cinco anos de prisão por crimes de falsificação de documentos, branqueamento de capitais, entre outros, absolvendo, porém, o segundo arguido deste processo, o general ‘Kopelipa”.

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