O general na reforma, Higino Carneiro, formalizou quinta-feira (25), a sua candidatura à presidência do MPLA, com entrega de mais de 19 mil assinaturas, junto da Subcomissão de Mandatos.
O general Higino Carneiro oficializou na quinta-feira, 25 de Junho de 2026, a sua candidatura à liderança do MPLA com mais de 19 mil assinaturas, no quadro do IX Congresso, agendado para Dezembro próximo.
Contudo, o acto de recepção da documentação do pré-candidato ficou manchado pela “gritante” ausência do coordenador da Subcomissão de Candidaturas, Job Capapinha, que não compareceu ao momento da recepção, como seria seu dever, enquanto responsável para o efeito.
Ao fugir de Higino Carneiro, Job Capapinha, alegadamente para cumprir “ordens superiores” baixadas nos bastidores do “chiqueiro”, mostrou uma vez mais a sua falta de carácter, como tem sido seu perfil ao longo dos tempos, evidenciado nos diversos cargos que exerceu na governação.
Capapinha preferiu não receber o general Higino Carneiro para continuar na “graça” do “chefão”, em clara demonstração que nenhum pré-candidato à presidência do MPLA tem a “benção” de João Lourenço, que está a manobrar tudo para substituir-se a si mesmo, como foi dito pelo próprio.
Em meio a toda trapalhada que tem sido criada para fragilizar o seu propósito, a formalização da candidatura de Higino Carneiro foi bem recebida pelos militantes do MPLA e pelos cidadãos em geral, sendo motivo de satisfação e análises aos vários níveis.
Assim sendo, António Venâncio, outro
pré-candidato à liderança do MPLA, deslocou-se à sede do partido para testemunhar o acto e, na altura, felicitou o seu camarada, Higino Carneiro, “pela importante iniciativa pessoal de candidatura”.
António Venâncio classificou a data, quinta-feira, 25 de Junho, como “momento histórico”, afirmando que enfrenta dificuldades semelhantes às denunciadas pelo general.
Igualmente, Fragata de Morais, militante histórico do MPLA, anunciou publicamente o seu apoio à candidatura do general na reforma Francisco Higino Lopes Carneiro à presidência do partido, defendendo que o processo representa uma oportunidade para reforçar a inclusão, a democracia interna e a coesão nacional.
Numa declaração tornada pública, Fragata de Morais recorda que integra as fileiras do MPLA desde 21 de Dezembro de 1971, data em que foi aceite na representação do movimento em Dar-es-Salaam, na Tanzânia, então chefiada por Paulo Júnior, tendo a sua adesão sido posteriormente confirmada pelo Presidente fundador do MPLA, António Agostinho Neto, a 7 de Janeiro de 1972, em Brazzaville.
Competentes analistas do cenário político angolano consideram que “a candidatura de Higino Carneiro à presidência do MPLA é mais do que um episódio interno. É um teste à abertura real do partido e, em sentido mais amplo, à maturidade do sistema político angolano. O que está em causa não é apenas a disputa entre nomes, mas a forma como o poder é legitimado, exercido e renovado dentro da organização que governa Angola desde a independência”.
“O verdadeiro teste político do MPLA está aí: saber se o partido aceita que a autoridade, para continuar a ser respeitada, precisa de ser legitimada pela participação e não apenas pela tradição. A questão decisiva não é quem se senta no topo da estrutura. É saber se o partido está disposto a reconhecer que a legitimidade política do presente já não pode depender apenas da memória do passado”.
Enquanto isso, na sexta-feira, 26 de Junho, Higino Carneiro deverá responder na PGR. O general disse não estar preocupado e os seus advogados estão a tratar do assunto! (J24 Horas)
