A 17.ª Cimeira de Negócios EUA-África, possibilitou a captação de investimento estrangeiro para a conectividade energética Angola, República Democrática do Congo e Zâmbia.
O ministro da Energia e Água, João Baptista Borges, apresentou nesta Cimeira de Negócios EUA-África, o potencial industrial de Angola, incluindo o sector da energia, e promoveu oportunidades de investimento.
João Baptista Borges apontou que cerca de 40% das populações na África subsaariana, Austral e Central têm défice no acesso à electricidade, um desafio que sublinhou, ser necessário vencer.
O ministro indicou, igualmente, que outro grande entrave do continente é o acesso à água potável, sublinhando questões relacionadas ao sector energético, para atrair investimentos para o desenvolvimento sustentável do sector.
A 17ª Cimeira Empresarial África–Estados Unidos da América possibilitou, através do Fundo Soberano, a assinatura de um acordo com duas empresas americanas, que vai permitir a ligação energética transfronteiriça entre Angola, a Zâmbia e a República Democrática do Congo.
Angola, como país anfitrião, teve a oportunidade de destacar o seu potencial industrial e atrair investimentos em diversos sectores, incluindo energia, infraestrutura, agricultura e tecnologia.
O evento também analisou desafios como a crise alimentar e energética, buscando soluções conjuntas entre os EUA e África conforme mencionado pelo Presidente João Lourenço.
Durante quatro dias, o encontro abordou temas-chave como energia e transição verde, minerais críticos, inovação tecnológica, saúde, comércio intra-africano e liderança jovem.
Sob o lema “Caminhos para a Prosperidade: Uma Visão Partilhada para a Parceria EUA–África”, a cimeira foi palco de compromissos de investimento estratégicos, com destaque para o anúncio de 5 mil milhões de dólares mobilizados pelos EUA para o desenvolvimento do Corredor do Lobito – projecto de integração regional que liga Angola à República Democrática do Congo e à Zâmbia.
Entretanto, encerrou esta quarta-feira (25), em Luanda, a 17.ª Cimeira de Negócios Estados Unidos–África, evento que reuniu mais de 1.500 participantes de 35 países, incluindo 12 Chefes de Estado e de Governo, representantes da Administração dos EUA, líderes empresariais e instituições financeiras internacionais.
A jornada de encerramento contou com painéis sobre espaço, inovação, desporto e balanço das parcerias com o sector privado.
Entre os principais acordos firmados, destacam-se parcerias com as empresas Mitrelli, Sun Africa, Cybastion e Acrow Bridge, novos programas de financiamento para PME africanas e protocolos em áreas como inteligência artificial, cibersegurança e produção de dispositivos médicos.
Foi igualmente formalizada a cooperação tripartida entre Angola, RDC e Zâmbia no quadro do Corredor do Lobito.
No discurso de encerramento, o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, classificou o evento como «a melhor cimeira de negócios Estados Unidos–África já realizada», sublinhando o papel de Angola como facilitador da integração económica e promotor da estabilidade regional.
A cimeira foi organizada pela Corporate Council on África em parceria com o governo angolano, visando fortalecer a cooperação entre os EUA e África, com foco em soluções sustentáveis e escaláveis para as cidades em crescimento do continente.
O evento foi amplamente elogiada por líderes empresariais e diplomáticos. A próxima edição está prevista para 2026, com Angola a manter-se como referência de continuidade diplomática e económica no continente africano. (J24 Horas)

