A Refinaria de Cabinda arranca no segundo semestre de 2024, desde o inicio de 2024 já foram incrementados 30% do efetivo da obra, chegando hoje a 1.961 trabalhadores, e o grau de execução das obras está bastante avançado.
Marcus Weyll, CEO em Angola do fundo de investimento britânico Gemcorp, considera que os trabalhos de construção da refinaria de Cabinda vão permitir que a primeira fase, com o processamento de 30.000 bpd, entre em testes de produção a partir de Novembro do corrente ano.
A ser construída em três fases, a refinaria já teve cinco datas diferentes para a entrada em funcionamento da 1ª fase até que em 30 de Outubro de 2019 o projecto foi entregue por adjudicação directa ao grupo Gemcorp (90%) e Sonangol (10%), depois de ter sido comunicada a rescisão com a United Shine do empresário russo-israelita Arcadi Gaydamak.

O projecto foi apresentado como sendo de pouco mais de 430 milhões USD e previa um prazo de execução, para a primeira fase, de 24 meses. Após a adjudicação, o financiamento da Refinaria atrasou por conta da pandemia do Covid e depois pela guerra da Ucrânia, pelo que a primeira data para entrada em funcionamento da infraestrutura, Abril de 2021, não pode ser cumprida.
O programa de construção prevê três fases. A primeira, onde se vai produzir 30 mil barris de petróleo por dia, prevê a instalação da unidade de destilação de crude, com um dessalinizador, sistema de tratamento de querosene e infra-estruturas auxiliares, incluindo um sistema de ancoramento de bóia convencional, oleodutos e instalação de armazenamento para mais de 1,2 milhões de barris.

As segundas e terceira etapas tornarão a refinaria numa infra-estrutura de convenção total com uma capacidade de processamento de 30 mil barris/dia e a instalação de um novo reformador catalítico, hidrotador e unidade de craqueamento catalítico, totalizando despesas na ordem dos 1,200 milhões de dólares.
Após a sua conclusão, a refinaria de Cabinda deverá criar dois mil postos de trabalho diretos e indiretos e vai refinar 60 mil barris de petróleo bruto por dia.
É grande a expectativa em meios da sociedade angolana, quanto ao arranque desta primeira fase do projecto. Depois da sua conclusão total, a Refinaria de Cabinda terá capacidade de diminuir em 20% a importação de produtos refinados no mercado nacional, permitindo a exportação de produtos excedentários, para outros mercados.
O PCA da Sonangol, Gaspar Martins, disse recentemente que sua posta em marcha será um marco muito importante para a refinação em Angola. “Vamos usar os recursos naturais que dispomos para produzirmos produtos refinados em solo angolano, com cidadãos angolanos”.
Marcus Weyll, CEO da Gemcorp em Angola, está satisfeito com os resultados alcançados e, sobretudo, com o fim de uma etapa que é determinante para que a Refinaria de Cabinda possa entrar em funcionamento para testes de produção ainda em 2024. “A Gemcorp tem apostado em contribuir para o desenvolvimento de Angola e da sua economia, sendo a Refinaria de Cabinda um dos nossos projectos mais relevantes, uma vez que vai altear o paradigma do sector de oil&gas no país, criar emprego e gerar mais-valias para a província (de Cabinda). Sabemos, por isso, que este é o caminho certo e que a Gemcorp se manterá comprometida e empenhada com a sua conclusão em tempo oportuno”, disse.
A Cabinda Oil Refinery (COR), empresa de refinação formada pela Gemcorp e Sonangol, está determinada a realmente iniciar o comissionamento da 1ª Refinaria construída em Angola no período pós-independência em Novembro do corrente ano. Desde o início de 2024 a empresa já aumentou em 30% o número de trabalhadores chegando a 1.961 trabalhadores e pretende até Agosto superar os 2.500 trabalhadores.
As obras nitidamente vão aceleradas até o início das operações de comissionamento no final de 2024.
Anteriormente, foi feito um processo de recrutamento para formação de quadros nas áreas de maior incidência, como as de engenharia eléctrica e instrumentação, mecânica, materiais e processos, saúde, segurança, ambiente, gestão ambiental, laboratório, recursos humanos e contabilidade.
Os empregos directos e indirectos a criar com a construção, montagem e implementação da refinaria serão ocupados maioritariamente por profissionais angolanos, designadamente da província de Cabinda, conferindo ganhos significativos para as comunidades locais, assim como para a economia provincial. (J24 Horas)

