Um grupo de cidadãos, alegadamente ex-trabalhadores da Sociedade de Investimentos de Angola (Rangol), acusam a direção daquela empresa de discrimização. maus tratos, despedimentos ilegais, sonegação aos direitos dos trabalhadores, etc.
Os cidadãos, visivelmente revoltados, afirmam que os maus tratos aos trabalhadores, submetendo-os a um tratamento discriminatório, sempre foi um apanágio da direção da Rangol, assim como os despedimentos sem justa causa.
Entretanto, quando da pandemia de Covid 19, devido a condicionalismos por causa da doença, uma parte dos trabalhadores recebeu uma guia para ficar em casa e retomar o trabalho tão logo a situação permitisse.
Durante todo tempo que permaneceram em casa, os mesmos nunca receberam uma percentagem dos seus salários, o que seria de direito, porquanto não tinham sido despedidos e continuavam vinculados, ou seja, continuavam na condição de trabalhadores efectivos da empresa.
Com o fim da Covid19, quando foram retomar os seus postos de trabalho, a direção da Rangol simplesmente descartou-os como se de lixo se tratassem, afirmando que já não faziam parte do quadro de funcionários da empresa.
A Rangol não respeitou os direitos dos trabalhadores e muito menos a lei vigente. Não concedeu qualquer compensação, atendendo que se tratavam de chefes de família.
No lugar destes admitiu outros que, para não variar, têm sido despedidos anarquicamente, segundo as conveniências.
Os cidadãos acusam a empresa de não fornecer aos trabalhadores equipamentos de proteção laboral, nem de prestar ajuda em caso de doenças, geralmente adquiridas durante o trabalho, nem de descontar para a Segurança Social.
Os mesmos garantem que vão processar a empresa e, brevemente, vão levar a cabo, em frente às instalações da mesma, uma manifestação pacífica de protesto, com cartazes e apelos, para clamar pelos seus direitos e para chamar a atenção das autoridades e da sociedade em geral sobre a realidade que se vive na Rangol.
Por outro lado, outra fonte refere que a Rangol terá sido preterida dos serviços de saneamento e limpeza de Luanda, na vigência da então governadora Joana Lina.
Porém, valeu-lhe a intervenção de dois antigos governadores provinciais de Luanda.

Segundo a fonte citada, a intervenção dos dois altos dirigentes a favor da Rangol não aconteceu por acaso. Os mesmos estão envolvidos em negócios não devidamente esclarecidos, em que o director-geral, Sr. João Montês, é apontador de ser o “testa de ferro” do esquema.
A Sociedade de Investimentos de Angola (Rangol), tem como áreas de actuação: Rangol Saneamento Básico; Rangol Petróleos; Rangol Transporte de Cargas e Rangol Agricultura.
REAÇÃO DO DIRECTOR GERAL DA RANGOL
No âmbito do contraditório, contactado o Sr. João Montês, director-geral da Rangol, o mesmo respondeu: “Nada condiz com a verdade! Mas pronto, se acha que é uma fonte digna… Continuamos a trabalhar mesmo sem remuneração, somos uma empresa de direito angolano, familiar, mas nada disso condiz com a verdade, nem um pouco, mas também com o déficit de recebimento, o que fazer?”, questionou.
Continuando, disse que, mesmo não estando bem de saúde, “li atentamente e ao pormenor (a exposição que lhe foi enviada), mas vejo verdadeiras atrocidades, kkkkkkk (risos).
“Não recebo a 20 e tal facturas, não sou só eu! Nós não tivemos situação de maltratos com ninguém, estou com problemas de saúde e quando vou lá (à empresa), todos me procuram para saber do meu estado de saúde”, referiu, acrescentando que, para quem depende de bancos, “é normal haver funcionários descontentes, nem todos têm o mesmo comportamento, uns bem e outros mal; mas se tem uma coisa que prezo é pelo nosso ser humano; há coisas nessas acusações que nao condizem em nada, mas em nada mesmo, com a verdade, é feio e deplorável, kkkkk (risos)!”, concluiu ironicamente.
Voltaremos com mais dados sobre o assunto em próximas edições.

