O Presidente da República, João Lourenço, está seriamente apostado em dinamizar a economia angolana nas suas diversas vertentes, eliminando determinadas políticas limitativas ao crescimento económico angolano, para garantir maior estabilidade macroeconómica (cambial e monetária), implementando igualmente reformas necessárias para atrair mais investimentos.
A economia angolana poderá apresentar um bom ritmo de crescimento económico nos próximos tempos e atingir os objectivos pretendidos em prazos convenientes, segundo estimativas.
Embora ainda debéis, existem sinais que sustentam este argumento, uma vez que aumenta a confiança de investidores internacionais na economia angolana.
Devido à crise económica e financeira que Angola sofreu nos anos anteriores, as variáveis macro-económicas sofreram um impacto bastante forte. Actualmente, vive-se num período de reajustamento dessas variáveis, através de políticas monetárias e cambiais mais restritivas, com o objectivo de controlar os níveis de inflação.
Contudo, ainda se vive com níveis de inflação alta e uma política cambial que se traduz numa depreciação (via mercado) gradual da moeda local face às moedas internacionais. Naturalmente que estas políticas têm alguns riscos, nomeadamente quando se fala dos níveis do poder de compra da população, que se encontram muito baixos actualmente e que perigam o nível de actividade das empresas.
Especialistas consideram que as opções políticas, em termos de políticas monetária e cambial, que se justificaram num contexto de crise e de reajustamento, mas que, simultaneamente exigem das autoridades governamentais soluções e mecanismos para minimizar e balancear os impactos nas empresas e na população em geral, agravada pela falta de divisas, factor que condiciona as transacções comerciais e limita, assim, as importações de produtos.
O Presidente da República, atento ao fenómeno, estabeleceu uma série de normas e implementou resoluções que têm gerado impactos positivos significativos para a economia angolana, entre as quais a introdução de administradores e PCA (Presidentes do Conselho de Administração) angolanos nos bancos privados.
Essa medida tem sido fundamental para o financiamento de empresários que investem na produção local, assim como valoriza os quadros nacionais, pelo que esses profissionais angolanos têm demonstrado competência e têm proporcionado garantias de que há uma nova geração de talentos no país.
A ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa tem sabido conduzir os destinos do sector económico e financeiro nacional, dando prosseguimento adequado às decisões do Chefe de Estado.
Assim sendo, as perspectivas do Governo tendem a ser mais optimistas, acreditando na taxa de crescimento da economia, através da aposta no desempenho do sector não petrolífero, em especial nos sectores como a agricultura, serviços e indústria.
Nos últimos anos, os bancos privados de Angola têm passado por diversas reestruturações com o objetivo de fortalecer o sistema bancário nacional e impulsionar a economia do país, elominando factores adicionais que condicionam a promoção do investimento privado.
Daí a necessidade urgente de promover reformas e políticas mais “agressivas” para promover o investimento privado, em especial o investimento directo estrangeiro, para sectores e regiões menos favorecidas mas com grande potencial de crescimento.
Outras medidas implementadas incluem a desburocratização na concessão de crédito e a eliminação de documentos que dificultavam o acesso dos empresários ao financiamento. Além disso, a regra dos 10%, que enfraquecia os empresários, foi eliminada, proporcionando um ambiente mais favorável aos negócios.
Desse modo, essas reformas devem ser integradas e transversais, desde que a lei defenda e incentive os investimentos, via benefícios fiscais, protecção às propriedades e garantias de acesso aos mercados e livre concorrência (o Governo aprovou a nova lei da concorrência), bem como uma maior estabilidade macroeconómica, em particular, ao nível cambial e a respectiva previsibilidade do acesso às divisas, para que os investidores possam tomar as suas decisões com menor incerteza. Um outro aspecto que está em debate tem que ver com a flexibilidade na mobilidade de capitais.
A maior flexibilidade na mobilidade de capitais, neste contexto, iria provocar mais entradas de capitais estrangeiros e de outros capitais que se encontram fora do País do que saídas e, assim, financiar muitos projectos de investimentos que estão em curso em Angola.
O alargamento da base fiscal é também uma questão que as autoridades têm vindo a aprofundar, contudo, tem de se ter a atenção de não penalizar as empresas com o agravamento dos impostos, mas, sim, haver mais contribuintes a pagar impostos. Para tal, será necessário diminuir a dimensão da economia informal e acelerar o ritmo de crescimento do sector privado.
Naturalmente que os sectores como a educação e a saúde são fundamentais para o crescimento e desenvolvimento sustentável em qualquer país. Por isso, é fundamental que as despesas nesses sectores sejam cada vez mais reforçadas.
Essas medidas visam impulsionar a economia angolana e fortalecer o sector bancário do país. Gradualmente, já é possível observar um crescimento na produção nacional.
É importante ressaltar que, no passado, a presença de administradores portugueses em cargos de destaque nos bancos angolanos dificultava o acesso ao crédito tanto para os empresários locais quanto para os próprios empresários portugueses. Com exigências burocráticas excessivas, muitos empreendedores enfrentavam dificuldades para obter apoio financeiro.
No entanto, as recentes mudanças implementadas pelo Governo têm contribuído para reverter essa situação e fortalecer a economia de Angola.
A crescente presença de administradores e PCA angolanos nos bancos privados estimula a confiança dos empresários, incentivando o investimento na produção local e impulsionando o crescimento econômico do país.
A produção nacional está em ascensão, e os empresários angolanos têm encontrado um ambiente mais favorável para desenvolver os seus negócios. Com isso, Angola caminha em direção a um futuro econômico mais próspero e sustentável. (J24 Horas)

