As redes sociais não podem servir de veículo para o fomento de comportamentos antissociais que atentam, profundamente, contra “a moral pública, os valores mais nobres da cidadania, instituições do Estado e entidades” governamentais do país.
O apelo foi declarado por António Alcino Sawanga, presidente da Movangola, quando discursava, nesta quarta-feira, 31 de Maio, na cidade de Saurimo, província da Lunda-Sul, na II fase do “Fórum Nacional de Moralização da Sociedade”, reafirmando que não se pode continuar em silêncio face aos crescentes actos indevidos, sobretudo de jovens, nessas plataformas digitais.

“Temos vindo a assistir, com tristeza, atitudes e linguagens menos cordiais, no convívio em sociedade. Há cidadãos, por exemplo, que usam as redes sociais e desviam-se, de forma tendenciosa, dos objectivos primário pelas quais foram criadas”, sustentou.
O presidente do Movimento de Apoio Solidário de Angola frisou ser crucial, em torno desse processo, a participação das “famílias, instituições religiosas e autoridades do poder tradicional”, para que, disse, “no quadro das nossas tradições, da educação familiar e instrução religiosa, reforcemos o importante papel social, de agentes transformador da pessoa humana”.
António Alcino Sawanga defendeu um “profundo diálogo interno e permanente”, com os diferentes líderes de opinião pública, autoridades do poder tradicional, instituições eclesiásticas, comissões de moradores para que se possa existir convergência na identificação e definição das políticas pública visando atender os anseios e expectativas das comunidades.
“Continuarmos a trabalhar na promoção de valores que enaltecem o exercício da boa cidadania, para a defesa da paz social, promoção de uma conduta cívica, que respeita a lei, os órgãos de soberania, os símbolos nacionais e preserva o património público”, destacou.
O Fórum Nacional de Moralização da Sociedade, que decorre sob lema “Somos pela Paz, Reconciliação e Unidade Nacional”, visa galvanizar os diferentes actores da sociedade civil, em todo país, na perspectiva de associarem-se ao desempenho do executivo angolano, no quadro da revitalização, alinhamento e foco das políticas públicas, no quinquénio de 2022 a 2027, com vista a elevar os níveis de educação patriótica, para o resgate de valores morais e cívico da nossa identidade cultural.

