Início Política Pedro Inácio Velasco Galiano o homem que deixou os funcionários da Sociedade Mineira do Yetwene a mais de um sem salário, nomeado pca da Catoca

Pedro Inácio Velasco Galiano o homem que deixou os funcionários da Sociedade Mineira do Yetwene a mais de um sem salário, nomeado pca da Catoca

por Editor

A Sociedade Mineira do Yetwene está no centro de denúncias de violação de direitos laborais, depois de trabalhadores e ex-funcionários acusarem a empresa de manter salários em atraso há mais de um ano, sem apresentar uma solução efectiva.

Segundo relatos recolhidos pelo Lil Pasta News, junto de antigos e actuais trabalhadores, a empresa, que opera na província da Lunda Norte, terá deixado de pagar remunerações regulares, afectando dezenas de funcionários. Muitos dos trabalhadores afirmam continuar sem receber os valores correspondentes aos meses já trabalhados, apesar de promessas sucessivamente feitas pela direcção, liderada por Pedro Inácio de Azevedo Velasco Galiano, ligado à Endiama Mining, Lda.

De acordo com as fontes do jornal, o director da empresa terá assumido compromissos formais junto da Inspecção Geral do Trabalho, no Dundo, garantindo pagamentos inicialmente para Agosto de 2025 e, posteriormente, para Novembro do mesmo ano. No entanto, segundo os relatos, nenhuma das datas foi cumprida.

Os trabalhadores alegam ainda que, apesar da comercialização recente de diamantes, apenas os funcionários actualmente em actividade na concessão mineira teriam recebido um mês de salário, enquanto os ex-trabalhadores permanecem sem qualquer compensação. Em paralelo às queixas salariais, circulam também informações sobre práticas abusivas dentro da mina, incluindo alegações de expulsão forçada de trabalhadores. Há relatos de episódios envolvendo seguranças femininas retiradas dos seus aposentos em condições descritas como degradantes, factos que, a confirmarem-se, poderão configurar graves violações de direitos humanos.

Os lesados sustentam que apresentaram reclamações junto da ENDIAMA, enquanto entidade concessionária do sector diamantífero, mas acusam a instituição de “fechar os olhos” à situação. Para os trabalhadores, a alegada inércia de José Manuel Augusto Ganga Júnior levanta suspeitas de protecção indevida à direcção da empresa.

Criada em 2023, a Sociedade Mineira do Yetwene resulta de uma parceria entre as empresas “Mountain Stability”, “Endiama Mining”, Associação Mineira de Investimentos da Lunda “Yetwene” e a “All Magic”, operando ao abrigo de um contrato de investimento mineiro assinado em 2019. A estrutura directiva do projecto inclui representantes das entidades associadas, entre os quais se destacam Pedro Inácio de Azevedo Velasco Galiano, José Pinto Rafael e Mário Lopes de Almeida e Barcelos.

A concessão, localizada no município do Lucapa, abrange uma área de cerca de 508 quilómetros quadrados, numa das regiões mais ricas em diamantes do país. Apresentado como um empreendimento com potencial para gerar impacto positivo nas comunidades locais, o projecto enfrenta agora críticas que colocam em causa esse discurso, sobretudo num contexto em que trabalhadores denunciam precariedade, incumprimento contratual e ausência de responsabilidade social.

Na tarde de 21 de Abril, a Sociedade Mineira de Catoca iniciou uma nova fase na sua gestão com a nomeação de Pedro Inácio Velasco Galiano como director-geral e CEO, substituindo Benedito Manuel. A mudança surge na sequência da renúncia apresentada por Benedito Manuel, que formalizou a decisão de deixar a liderança da empresa.

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