No melhor pano cai a nódoa. Mancha, deslustra, desvaloriza. Silêncio pode ser sinónimo de estratégia ou de consentimento? Quem cala consente! O general Francisco Pereira Furtado foi exonerado “por conveniência de serviço” ou por alegado “escândalo homossexual”? Eis a questão!
O Presidente da República, João Lourenço, exonerou o general Francisco Pereira Furtado do cargo de ministro de Estado e Chefe da Casa Militar.
De acordo com informações a que se teve acesso, a exoneração ocorreu após escândalos, alegadamente homossexuais, envolvendo o nome do general, logo após ele ter participado em uma missão oficial com o Presidente em Luanda.
A notícia caiu como uma bomba na sociedade angolana. Contudo não convenceu da mesma forma a todos. Enquanto uns condenam o suposto “envolvimento homossexual” posto a circular nas redes sociais e aplaudem a exoneração, outros consideram que o tal escândalo não passa de uma cabala montada com o fim único de prejudicar, sujar, queimar, uma figura castrense de proa em Angola, um general de créditos firmados, que esteve na linha da frente nos tempos mais difíceis da guerra civil que devastou grande parte do país por muitos anos.
Afinal o que se passou na realidade? Consta que a exoneração do general Furtado já estava na forja há algum tempo.
Enquanto isso, “surgiu” o “escândalo”. A “conveniência de serviço” terá sido mera coincidência ou um aproveitamento do momento? Não foram divulgadas informações mais detalhadas sobre a natureza específica do que levou à exoneração do general, situação que está na origem de todo tipo de especulações.
Por outro lado, o próprio general Furtado ainda não fez nenhum pronunciamento em sua defesa. Preferiu o silêncio. Por estratégia? Para confundir? Diz-se que o silêncio fala mais alto. Mas quem cala consente!
A novela continua. O que vem a seguir? (J24 Horas)
