É habitual ouvir-mos músicos angolanos lamentarem por falta de apoio do governo e dos empresários quando estão em momentos menos bons nas suas carreiras! Porém, para muitos é um falso problema, pois a vaidade e arrogância artística levam-nos a esquecerem-se que a vida é feita de ciclos bons e maus, mesmo para os brilhantes…
Quando atingem o auge, passam a escolher a dedo onde cantar, para quem cantar, e as exigências astronómicas que revestem a extravagância imbuída em espírito de eternidade.
É lamentável saber que vários músicos não aceitam cantar em discotecas simplesmente porque se acham grandes demais, esquecendo que as discotecas são locais culturais que eternizam as suas obras musicais contribuindo para os direitos de autor ( nos países mais organizados), na divulgação e no estímulo ao consumo musical.
No caso de Angola, as tais estrelas que abdicam do cachê que as discotecas podem pagar, são os mesmo que vemos cantar em casamentos, aniversários, baptizados e até em festas de crianças, mas depois dizem que são bloqueados…
A segurança do Boss que injecta, hoje diminuiu consideravelmente, bem como as ofertas dos carros, viagens e casas que surgiam nas actuações para os círculos familiares onde uma boa tarde de música e piadas eram o suficiente para garantir o pacote.
Lamento imenso, mas não tenho pena quando vejo-os implorar por apoio, pois não precisam, basta que sejam humildes e que valorizem quem lhes dá valor oferecendo-os trabalho devidamente remunerado. Para a discotecas fica mais fácil contratar músicos estrangeiros, pois os nossos, infelizmente, boa parte são vaidosos e estão habituados as facilidades que imperavam num passado bem recente.
Todo o músico antes de cantar para multidões, teve que cantar para ele mesmo…
Atenção as voltas da vida!
Obs. Ficará chateado apenas quem a carapuça…
Amor África
