O líder da Associação de Jovens Unidos e Solidários (A.J.U.S), Mário Durão, exortou Isaías Kalunga a demonstrar maior “inteligência”, em vez de permanecer apegado à liderança do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), cujo mandato já expirou.
Mário Durão afirmou que “algumas pessoas se acham grandes líderes” no apoio às acções do Presidente da República, mas acabam por fazê-lo “mal”, acrescentando que a “prepotência, ganância e soberba” do ainda presidente do CNJ “o estão a cegar”, apesar de este ser “um jovem promissor”.
O apelo, dirigido a Isaías Kalunga por meio de um vídeo partilhado nas redes sociais, surge em reacção à exclusão de três organizações juvenis, entre elas a AJUS, do CNJ, uma organização de apoio e fortalecimento da Juventude Angolana, estrutura afecta ao Ministério da Juventude e Desportos.
Na última segunda-feira, o Conselho Nacional da Juventude decidiu pelo afastamento da Associação de Jovens Unidos e Solidários (A.J.U.S), da União Nacional dos Estudantes Angolanos (UNE-Angola) e da Associação dos Jovens Operários e Camponeses, por alegados “actos de indisciplina” que comprometem as relações institucionais com o Ministério da Juventude e Desportos e prejudicam a relação com o FADA.
No entanto, Mário Durão contestou a decisão, assegurando que, apesar de “nos darmos e nos tratarmos como irmãos ou amigos”, Isaías Kalunga “não pode fazer tudo ao contrário, como você quer e de forma”, destacou.
“A Associação de Jovens Unidos e Solidários, estando ou não no CNJ, continua a ser uma associação”, afirmou, acrescentando que “o CNJ nunca dividiu dinheiro com a Associação, nunca apoiou, nunca ofereceu carro, camisolas ou chapéus. Mas os Jovens Unidos já apoiaram o CNJ”. Na mesma linha, sublinhou que, se Isaías Kalunga “fosse inteligente, nunca compraria guerra com todas as associações”.
Para o líder da AJUS, o único caminho que resta a Isaías Domingos da Cunha Mateus “Isaías Kalunga” é convocar uma reunião extraordinária, por ser um “presidente que ninguém quer” à frente dos destinos do Conselho Nacional da Juventude, devido a práticas que “não deve e erradas” e que, “se for a investigar”, são contrárias aos princípios da organização.

