No dia 15 de Novembro, no Cafunfo, vai ter lugar o acto de consignação e lançamento da primeira pedra do Projecto de Eletrificação Rural de 60 comunas. Esta cerimónia será presidida pelo Ministro da Energia e Águas, João Batista Borges. A 16 de Novembro, terão lugar as cerimónias em Malanje e Luau. A electrificação chegará a mais de 1 milhão de pessoas de 60 comunas, nas Províncias de Malanje, Bié, Moxico, Lunda-Norte e Lunda-Sul.
Com uma capacidade voltaica de 265 megawats, o valor económico aportado pelo projecto, considerando a poupança face a soluções alternativas e o ganho no rendimento da população, situa-se entre 3.1 e 5.9 mil milhões de euros.
“Este é mais um marco assinalável no desenvolvimento do nosso País. Tem se feito um grande investimento para levar a energia eléctrica a casa dos angolanos e assim, melhorar a sua qualidade de vida. Mas este não é o único objectivo, temos a ambição de ter uma produção de energia eléctrica assente, cada vez mais, em energias renováveis e a expandi-la para áreas remotas do país, distantes do litoral, onde esta é escassa, contribuindo, deste modo, para a transição energética e um futuro mais sustentável”, salienta João Baptista Borges, Ministro das Energias e Águas.
Com o objectivo de transformar Angola num país próspero, moderno e com uma inserção crescente na economia mundial e regional, este projecto conta com parceiros estratégicos. O grupo português MCA vai construir as 46 mini-redes solares. A montagem da operação foi feita pelos britânicos do Standard Chartered e os alemães de Euler Hermes concedem um apoio de 1,2 mil milhões de euros. A empresa pública de produção de electricidade (PRODEL Ep) é a entidade promotora.
Inserido na estratégia do Plano Angola 2025, desenhada e definida pelo Governo, que visa levar a energia eléctrica a áreas urbanas e rurais, através da expansão da rede eléctrica nacional e da construção de parques fotovoltaicos, o contributo ambiental positivo através da redução de emissões de gases de efeito de estufa situa-se entre 4.2 e 8.0 milhões de ton CO2, o que releva a elevada ordem de mérito e relevância de contributo do mesmo para a República de Angola.
Angola é, por excelência, um local com distintas condições para a utilização da energia solar, com uma radiação global em plano horizontal anual média compreendida entre 1 370 e 2 100 kWh/m2/ano. A tecnologia mais adequada para aproveitar o recurso solar é a produção de electricidade através de sistemas fotovoltaicos. Sendo esta a tecnologia de mais rápida instalação (prazos inferiores a 1 ano) e com menor custo de manutenção, e que gradualmente deixou de ser tão onerosa, fundamenta o investimento na exploração de um recurso abundante como o sol e confere um maior sentido para soluções de pequena/média dimensão e descentralizadas.
Globalmente, pretende-se a electrificação de cerca de 203 mil casas e fornecer energia a actividades económicas e produtivas, garantindo acesso a 250MWp de potência fotovoltaica e 595MWh de armazenamento de baterias. A electrificação será de alta, média e baixa tensão, com 46 sistemas isolados, 12 sistemas conectados à rede e 3 subsestações e 2 sistemas conectados à rede.
