O PCA da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), Paulino Jerónimo, está a ser acusado de usar dinheiro das bolsas de Estudo OKUTANGA para favorecer um amigo moçambicano.
Em causa estão 15 milhões de dólares que, entre 2024 e 2025 foram aprovados para beneficiar bolsas de estudo sociais no âmbito do programa OKUTANGA, tendo sido autorizada, segundo Despacho Presidencial n° 139/24, de 26 de Junho, a contratação de uma entidade responsável pela gestão do referido programa.
Havendo necessidade de aumentar o número de bolsas, o Presidente da República determinou a celebração de uma adenda ao contrato, para reforçar a componente financeira do programa, no valor global de oito milhões de dólares, por acréscimo da despesa associada ao aumento das bolsas.
Entretanto, depois de cerca de dois anos, reside dúvidas quanto à transparência na atribuição das bolsas, nem são conhecidos os beneficiários.
Milhares de jovens angolanos andam atrás de oportunidades para estudar, obter uma formação, mas infelizmente, a realidade que se vive é totalmente diferente. Verbas milionárias são propaladas, criam-se expectativas no seio da sociedade sobre programas fabulosos, aguça-se o “apetite” dos necessitados, mas as verbas anunciadas “ganham asas” e tomam um rumo totalmente diferente e desconhecido, sem qualquer explicação!
De acordo com notícias postas a circular, a denúncia é do presidente do Partido Liberal, Luís de Castro, que acusa Paulino Jerónimo de usar tráfico de influência a favor de um amigo moçambicano, foragido no Dubai, que terá beneficiados dos 15 milhões de dólares destinados às bolsas de estudo.
O PCA da ANG, Paulino Jerónimo, tem sido alvo de várias acusações sobre envolvimento em esquemas de desvio de fundos públicos, tais como movimentações financeiras suspeitas, contratos lesivos ao Estado e desvio de fundos da ANG.
Anteriormente, quando da sua passagem na Sonangol, vieram a público graves denúncias de desvios financeiros e possíveis benefícios indevidos a terceiros, que tem levantado dúvidas sobre a transferência e a boa governação no sector petrolífero.
Embora se alegue que os referidos dossiês terão sido remetidos às instâncias competentes, não são conhecidas quaisquer diligências formais, auditorias aprofundadas que poderiam resultar em eventual responsabilização criminal.
Enquanto isso, vão surgindo agora novas acusações, como esta de Luís de Castro. Voltaremos com novos dados sobre a gestão de Paulino Jerónimo! A culpa não pode morrer solteira! (J24 Horas)
