A Inspecção-Geral da Administração do Estado abriu um inquérito de averiguação contra a direcção da Empresa Nacional de Diamantes (Endiama), por suspeita de corrupção. Apesar da produção milionária de diamantes em algumas explorações da companhia, são apresentadas mais despesas do que receitas, com resultados próximos de zero para o Estado.
O processo administrativo de averiguação nº A-243/DDQR/23 foi instaurado após notificações enviadas à direcção da empresa, solicitando informações sobre alegados descaminhos de fundos através da inflação dos custos operacionais nas minas das Lundas.
Entre os projectos citados estão Uári, Catoca, Luele, Lunhinga e Luachimo, onde se suspeita da existência de empresas prestadoras de serviços ligadas aos próprios gestores, criando conflitos de interesse e despesas operacionais elevadas.
Apesar da produção anual estimada em dezenas de milhões de dólares, os dividendos pagos ao Estado têm sido considerados simbólicos, levantando dúvidas sobre a gestão financeira e a distribuição dos lucros.
Especialistas defendem que o processo deve ser tornado público, para garantir transparência na gestão do sector diamantífero e permitir que a população compreenda o destino das receitas provenientes dos recursos naturais.
