Início Política Presidente da República quer mais produção de energia no país e apela à neutralização dos sabotadores

Presidente da República quer mais produção de energia no país e apela à neutralização dos sabotadores

por Redação

O Presidente da República está satisfeito com o progresso que o sector da energia alcançou, com a electrificação a chegar a localidades onde nunca houve luz eléctrica. Por outro lado, o Chefe de Estado está preocupado com a vandalização dos bens que tanto custam ao país e prejudica os cidadãos.

O Presidente da República, João Lourenço, está satisfeito com o nível de electrificação atingido no país e quer muito mais. Em sua opinião, “Angola está a produzir cada vez mais energia eléctrica, pelo que, assim sendo, mais  famílias estão a ser beneficiadas por terem acesso a este bem essencial para o desenvolvimento de um país”.

Contudo, o Chefe de Estado está preocupado com a vandalização dos meios técnicos de transporte e distribuição de energia por todo país, referindo que “não é tolerável que alguns cidadãos sabotem este progresso com a vandalização de postes e cabos para serem vendidos ao desbarato no mercado negro”.

O Presidente da República apela aos cidadãos para que “sejamos todos vigilantes contra os inimigos do bem”, para preservar os bens públicos.

A capacidade instalada de produção de energia eléctrica em Angola, actualmente, registou um crescimento exponencial, tendo passado de 2.356,36 Megawatts (MW) em 2015 para cerca de 6 319,43 MW em 2023.

De acordo com informações do sector, “o crescimento resulta de importantes investimentos, em que se destaca a recente conclusão do aproveitamento hidroeléctrico de Laúca”.

Angola prevê atingir uma capacidade instalada de produção de energia eléctrica de 8 mil Megawatts (MW) até ao ano de 2027 e uma taxa de electrificação de 50% da população, num investimento de cerca de 17,2 mil milhões de dólares.

O aumento da capacidade será feito no âmbito do Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027, alinhado com a Agenda de Longo Prazo 2050.

Está igualmente prevista a adopção de soluções de electrificação para permitir atender regiões remotas, destacando a adopção das mini e micro redes, com vista a atender mais de 6 milhões de pessoas nas províncias do Leste e Sul do país.

Enquanto isso, o aumento de acções, cada vez de maior vulto, de vandalização e roubo de material eléctrico em toda extensão do território nacional preocupa não só o Chefe de Estado, mas também os cidadãos.

A vandalização dos bens públicos, entre derrube de postes de transporte de energia, roubo de cabos e de PT’s, destruição de cabines, entre outros, resultam em avultados prejuízos ao Estado angolano, avaliados em muitos milhões de dólares, obrigando o Estado a redobrar esforços para repor o material sabotado, o que pressupõe gastos de muitos outros milhões.

Por esse motivo, os cidadãos estão aflitos e, ante a “audácia” que os sabotadores estão a demonstar nos últimos dias, a pontos de já estarem a deixar localidades sem abastecimento de energia eléctrica por vários dias, como aconteceu recentemente em Porto Amboim, já aconteceu também no Bengo, Kwanza Norte, Malanje, etc, toda a sociedade deve estar alerta contra esses bandidos.

Actualmente, com a maioria dos serviços dependentes de sistemas informáticos, sem electricidade será um autêntico caos social que pode descambar em outras situações desabonatórias para o país.

A opinião geral é que deve-se acatar o conselho do Presidente João Lourenço e, cada cidadão, deve ser um vigilante e todos unidos impedir os intentos maléficos dos inimigos do progresso e do bem-estar do Povo angolano. (J24 Horas)

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