A PGR afirma que “em causa poderão estar factos susceptíveis de constituir crimes de prevaricação, de corrupção activa e passiva de titular de cargo político e de tráfico de influência”.O chefe de gabinete do primeiro-ministro, Vítor Escária, o presidente da Câmara de Sines, Nuno Mascarenhas, dois administradores da sociedade Start Campus e um consultor foram esta terça-feira detidos no âmbito da investigação aos negócios do lítio e hidrogénio verde.A informação foi confirmada oficialmente pela Procuradoria-Geral da República (PGR) numa nota divulgada ao final da manhã, na qual justifica as detenções.A PGR considera que se verificam “os perigos de fuga, de continuação de actividade criminosa, de perturbação do inquérito e de perturbação da ordem e tranquilidade públicas”.Embora não sejam identificados todos os detidos, alguns meios de comunicação social já indicaram que o consultor é Diogo Lacerda Machado, advogado e empresário próximo do primeiro-ministro, enquanto os administradores da sociedade Start Campus de Sines serão Afonso Salema e Rui Oliveira Neves.“Os detidos vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação”, refere ainda o comunicado, acrescentando: “Em causa poderão estar, designadamente, factos susceptíveis de constituir crimes de prevaricação, de corrupção activa e passiva de titular de cargo político e de tráfico de influência”.Foram realizadas sob a direcção do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) 17 buscas domiciliárias, cinco buscas em escritório e domicílio de advogado e 20 buscas não domiciliárias, nomeadamente, em espaços utilizados pelo chefe do gabinete do primeiro-ministro; no Ministério do Ambiente e da Acção Climática; no Ministério das Infra-estruturas e na Secretaria de Estado da Energia e Clima; na Câmara Municipal de Sines e na sede de outras entidades públicas e de empresas.
Portugal: Chefe de gabinete e consultor de António Costa detidos por suspeitas de corrupção activa
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