Início Política José Massano: Saída do BNA a contragosto e decisão política

José Massano: Saída do BNA a contragosto e decisão política

por Redação

O actual ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, nunca lhe terá passado pela cabeça apresentar ao Presidente da República, João Lourenço, a sua saída do Banco Nacional de Angola.

Mas a glamorosa falta de “clarividência” de alinhamento da acção governativa, no sector económico , financeiro e produtivo, demonstradas por Manuel Nunes Júnior, terão forçado José de Lima Massano, por pressão política, a formalizar o pedido de demissão na liderança do banco Central angolano.

É primogénito do compositor, percussionista e cantor Massano Júnior, conforme fontes do Jornal 24 Horas, não tinha a intenção em assumir mais nenhum cargo no executivo, assim que terminasse, em 2028, o mandato de governador do Banco de Angola.

Em 2028, o ministro de Estado para a Coordenação Económica da Presidência da República estará à beira de entrar na casa dos 60 anos, altura que “gostaria de estar livre das amarras do poder”, disseram as nossas fontes, para cuidar da vida pessoal.

O governador que “resgatou a idoneidade”, classificou, nunca apresentou em tempo oportuno uma carta de demissão ao Presidente da República, facto que pode ser provado no secretariado que não tem nenhum registo de entrada, com o protocolo ao gabinete de João Lourenço.

A fonte adiantou que João Lourenço terá ficado “aborrecido” pela maneira como a situação da atribuição dos cartões de gasolina foi efectuada, em que Manuel Nunes Júnior garantiu que o processo estava sob controlo.

A chamada depois das “25 horas”, do expediente administrativo, para lhe comunicar que será exonerado, para salvar a honra do Executivo de João Lourenço, em virtude de um “dossier dedicado”, como o próprio Presidente classificou, não lhe caiu nada bem, mas teve de respeitar a decisão política.

“Massano, pelos anos que anda a trabalhar, nas altas finanças, é um homem rico. Não tinha a mínima intenção de abdicar do cargo de governador. Queria muito cumprir o mandato e depois, no fim, ir cuidar da própria vida. Mas, a contragosto, foi obrigado a aceitar o cargo de ministro de Estado para não prejudicar os seus actuais e futuros negócios”, frisou a fonte do jornal 24 Horas.

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