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Governo quer tornar Palácio de Convenções de Luanda uma referência em África

por Editor

O Governo deseja que o Palácio de Convenções de Luanda seja uma verdadeira referência em África e constitua uma janela através da qual o mundo possa ver uma Angola moderna, dinâmica, acolhedora e determinada a construir o seu próprio futuro.

O desejo foi manifestado pelo ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos dos Santos, nesta segunda-feira, 24 de Agosto, durante a inauguração do Palácio de Convenções de Luanda, pelo Presidente da República, João Lourenço, que esteve acompanhado da Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço.De acordo com o ministro, o desenvolvimento de um país não se limita à construção de estradas, pontes, hospitais, escolas e habitações. É também necessário criar espaços capazes de aproximar pessoas, promover o conhecimento, estimular actividades económicas e posicionar o país como destino para grandes eventos internacionais.

Carlos dos Santos referiu que a utilidade do Palácio de Convenções de Luanda não depende apenas da sua dimensão ou área de construção, mas também da capacidade, flexibilidade, localização, serviços e, sobretudo, da experiência que define a utilidade do espaço.O ministro destacou a articulação entre o investimento público e o investimento privado no desenvolvimento da zona envolvente ao Palácio de Convenções de Luanda.A infra-estrutura está implantada num espaço público, explicou, enquanto a área envolvente, pertence ao domínio privado, continuará a ser desenvolvida pelo promotor do Projecto Lundo, com a implementação de infra-estruturas marítimas, hoteleiras, habitacionais, desportivas e culturais.Para a construção do Palácio de Convenções de Luanda, o Estado investiu 290,8 mil milhões de kwanzas que, segundo Carlos dos Santos, funciona como “âncora do desenvolvimento”, enquanto o sector privado deverá contribuir para criar um ecossistema de serviços económicos e financeiros em torno da infra-estrutura.

O governante referiu ainda a existência de vários projectos em desenvolvimento nas proximidades, nomeadamente, a Sul, o Projecto Areia Branca e a Marginal da Corimba. A Sudoeste, o Projecto Sodimo e, a Norte, diversos empreendimentos privados na Ilha de Luanda.A construção do Palácio de Convenções de Luanda exigiu uma operação de elevada complexidade técnica, tendo em conta que o local onde foi erguida a infra-estrutura era, até Novembro de 2023, literalmente mar.

Para a implantação do empreendimento, foram reclamados ao mar aproximadamente 943 mil metros cúbicos de terra e utilizadas 1.400 estacas, com uma altura média de 20 metros.A concepção arquitectónica foi desenvolvida numa área total de 80 mil metros quadrados, pensada para responder às diferentes necessidades de Angola e, simultaneamente, acolher visitantes e eventos internacionais.

Na sua intervenção, o ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação comparou a dimensão e complexidade do empreendimento à Assembleia Nacional, observando que a construção e operacionalização deste último equipamento levou entre cinco e seis anos.Para Carlos dos Santos, o projecto demonstra que, quando existe vontade política, capacidade técnica, organização e sentido de missão, Angola é capaz de realizar grandes empreendimentos.O responsável destacou ainda o papel da intersectorialidade na concretização da obra, considerando que um projecto desta dimensão não depende exclusivamente do sector das Obras Públicas.

Reconheceu o contributo das empresas Alfer Metal, Emcir, Intermedium e Dar Angola, envolvidas na construção da infra-estrutura e no desenvolvimento das acessibilidades.Quanto às obras de acesso, destacou a ponte que liga a Nova Marginal de Luanda, com cerca de mil metros, e a estrada de acesso directo à Ilha de Luanda, também com aproximadamente mil metros.

Localizado na zona da Chicala, o Palácio de Convenções de Luanda ocupa uma área total de 80 mil metros quadrados e complementa os grandes equipamentos da capital vocacionados à realização de eventos nacionais e internacionais.

Distribuído por três andares, o complexo dispõe de um Salão Oval, com capacidade para 420 pessoas, destinado a reuniões executivas e cimeiras, e conta igualmente com um átrio principal multifuncional, concebido para acolher eventos, recepções e momentos sociais.Adicionalmente, tem um centro de negócios com 12 salas versáteis, para receber até 700 participantes em simultâneo, permitindo a realização de diferentes tipos de reuniões, conferências e actividades empresariais.O Palácio de Convenções de Luanda integra ainda um teatro principal polivalente para concertos e conferências, com capacidade para três mil pessoas, uma área administrativa, salas para seminários e um amplo espaço de estacionamento.

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