Início Actualidade EX DIRECTOR DA CARMON TESTA DE FERRO DE JOAQUIM SEBASTIÃO DETIDO QUANDO TENTAVA VIAJAR PARA PORTUGAL

EX DIRECTOR DA CARMON TESTA DE FERRO DE JOAQUIM SEBASTIÃO DETIDO QUANDO TENTAVA VIAJAR PARA PORTUGAL

por Editor

O cidadão António Cuenda, ex-diretor-geral da empresa Carmon, foi detido no domingo, 24 de agosto, no Aeroporto Internacional de Luanda, quando se preparava para embarcar com destino a Portugal, no âmbito do Mandado de Detenção n.º 282/024, emitido pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo fontes próximas do processo, António Cuenda é suspeito de ter desviado valores da Carmon, empresa ligada a Joaquim Sebastião, antigo diretor-geral do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), Óscar Tito e a Mayra Isungi Campos Costa, ex-esposa de Zeno. A investigação aponta que, à data dos factos, o então gestor terá transferido montantes pertencentes à empresa para contas bancárias pessoais e para uma sociedade da sua propriedade, causando, alegadamente, prejuízos significativos à proprietária.

Durante a fase inicial da investigação, foram bloqueados e apreendidos vários bens associados ao suspeito, incluindo património imobiliário e contas bancárias. Contudo, o processo terá ganhado contornos polémicos quando, segundo informações recolhidas junto de fontes próximas do caso, o advogado Carlos Salombongo e o antigo presidente do Tribunal Supremo, Joel Leonardo, terão intervindo no processo.

Na sequência dessa intervenção, terá sido proferido um despacho do Tribunal da Relação a orientar o juiz das garantias a desbloquear as contas bancárias e a restituir o património ao arguido. A detenção no aeroporto ocorreu poucas horas depois de um novo mandado ter sido reativado pelas autoridades. Fontes judiciais afirmam que, na manhã do dia 24, o procurador responsável pela audição do arguido terá declarado ter recebido orientações da chamada “superestrutura” para proceder à libertação de António Cuenda e aplicar-lhe uma medida de coação menos gravosa, nomeadamente o Termo de Identidade e Residência (TIR).

Segundo as mesmas fontes, o procurador terá sido ainda instruído a não remeter o processo ao juiz das garantias, decisão que estará a gerar inquietação entre operadores judiciais, tendo em conta o seu possível conflito com os procedimentos previstos no Código de Processo Penal. Ainda de acordo com as fontes, António Cuenda acabou por ser ouvido por um procurador que não seria o responsável pelo processo. A audição terá ocorrido por volta das 18 horas, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de apresentação periódica.

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