Início Sociedade Projecto de Electrificação do Mussulo – João Baptista Borges garante  melhorias nos sistemas de energia e  abastecimento de água em Luanda e no país

Projecto de Electrificação do Mussulo – João Baptista Borges garante  melhorias nos sistemas de energia e  abastecimento de água em Luanda e no país

por Redação

O Ministério da Energia e Águas e o Governo Provincial de Luanda realizaram nesta sexta-feira o Acto de Consignação e Lançamento da Primeira Pedra do Projecto de Electrificação Rural da comuna do Mussulo.

O lançamento do projecto que visa abranger os bairros Ponta da Barra, Pior, Cambaxi, Mussulo Centro, 6 Macoco, Buraco, Farol das Palmeirinhas e Tapo, irá beneficiar cerca de 21.600 famílias e contempla também a instalação de 26 PT’s, 3.600 ligações domiciliares e iluminação pública em 950 pontos, de modo a garantir melhor qualidade de vida aos munícipes.

Igualmente, no âmbito da implementação da rede eléctrica, estarão criadas as bases para o reforço da actividade turística, o desenvolvimento do sector das pescas e a redução dos poluentes com o uso de fontes de energia limpa.

Falando à imprensa no local, o PCA da Ende, Hélder de Jesus, explicou que o Projecto de Electrificação Rural da comuna do Mussulo, que conta com  a instalação de 26 PT’s, 3.600 ligações domiciliares, todas com contadores pré-pagos, numa primeira fase, é muito mais abrangente e está avaliado em cerca de 83 milhões de dólares.

Para que a energia eléctrica chegasse à península do Mussulo, foi utilizada, pela primeira vez no país, uma nova tecnologia, usando cabos submarinos. Segundo Hélder de Jesus, o projecto não vai parar até à sua conclusão prevista para Dezembro.

 Na sequência, o Governador Provincial de Luanda, Manuel Homem, manifestou a sua enorme satisfação “porque os munícipes do Mussulo há mais de 30 anos reclamavam por direitos iguais nesse domínio”.

Segundo Manuel Homem, interceder pelas populações da província de Luanda é um dos compromissos para servir o povo. Um ano depois de um encontro com a direção do MINEA, o ministro João Baptista Borges está a concretizar o compromisso assumido então e realça a esperança das populações, pelo que o Governador de Luanda agradeceu o empenho do ministro na concretização do sonho, não só dos habitantes do Mussulo, mas também de Luanda.

O Governador de Luanda sublinhou a grande responsabilidade que é a instalação de todo equipamento e apela à toda sociedade no sentido de preservar os bens instalados.

“Se queremos ter luz daqui para a frente a responsabilidade é de todos munícipes de Luanda, concretamente dos do Mussulo; devemos cuidar para não vandalizarmos esta infrastrutura, devemos cuidar para contribuir no pagamento da energia e só asim iremos dar resposta a essa necessidade em outros lugares de Luanda que ainda não chega a energia eléctrica”, apelou, pedindo à população “dupla responsabilidade para cuidar, proteger e denunciar aqueles que continuam a vandalizar as infrastruturas públicas que devem servir o povo, e quero também contar com a colaboração de todos na manutenção desta infrastrutura”.

O Ministro da Energia, João Baptista Borges, ao terminar a cerimónia, lembrou os pedidos do Governo Provincial de Luanda no sentido de melhorar a rede eléctrica e o abastecimento de água à província de Luanda, sendo uma grande responsabilidade para o Governador, “que queremos apoiar, porque o sucesso do Sr Governador também é nosso sucesso e que se sinta, de facto, à vontade para nos poder pressionar, no bom sentido, para resolver os problemas de Luanda, que são relevantes, são muito importantes para todos nós”.

Em realação aos problemas do Mussulo, disse o Ministro, a ideia que as pessoas têm é que o Mussulo é apenas um conjunto de casas de praia, mas a realidade do Mussulo é que é uma área vastamente habitada, com gente que nasceu, vive e trabalha na península, tirando o seu sustento através da pesca e que não condições básicas de vida, não tem acesso à electricidade e a água.

“Este projecto vai resolver grande parte dos problemas que a população do Mussulo enfrenta. Sua Excelência o Sr. Presidente da República deu-nos orientações precisas para que a população do Mussulo possa ter acesso à energia eléctrica e também à água à breve trecho”, disse o Ministro.

O MINEA está a trabalhar em conjunto com o GPL para tirnar isso possível e o projecto tem uma prespectiva temporal para ser concluido até Dezembro deste ano. “As cerca de quatro mil famílias ou casas que foram inventariadas vão poder ter acesso à electricidade, quer seja casa de betão, de madeira, de chapa, ressort, restaurante ou casa de pescador, todas vão ter acesso à electricidade da rede pública”, descreveu Baptista Borges, bastante ovacionado pelo público presente.

“Cada um vai ter um contrato com a Ende, vai pagar a energia ao preço oficial, vai ter um contador pré-pago e vai gerir o seu consumo e vamos ter aqui melhor qualidade de vida”, realçou o governante.

Por outro lado, disse que assim vai deixar de se ver os barcos a transportar combustível, em bidões etc e grande parte, depois vai para o mar e afecta também a fauna, os peixes que fogem e cria danos ambientais, porque o óleo que o gerador utiliza, que não é reciclado, normalmente vai parar ao mar e isso acontece há bastante tempo.

 “Então é tempo de facto de termos aqui um sistema de distribuição de electricidade que não tenha os danos que os geradores criam, quer poluição no mar, quer poluição sonora, que afecta a qualidade de vida das pessoas que querem tornar o Mussulo um lugar bom para se viver, para se fazer turismo, para se fazer uma praia ou estar aqui permanentemente a desenvolver a sua actividade económica”, referiu.

O Ministro apontou que vão ser instalados cerca de 36 quilómetros de rede de média tensão, mais 45 de baixa tensão, e temos qui uma infrastrutura que vai modificar/alterar o modo de vida da população do Mussulo.

Em relação à água, questão que tem sido colacada pelo Governador Manuel Homem, João Baptista Borges informou que já foi aprovado pelo Presidente da República o contrato para execução do sistema de água do Mussulo. “Estamos optimistas e ainda este ano vão começar as obras e vai ser construida uma rede de distribuição de água que vai ser ligada à zona do Ramiros que também vai ter um novo centro de distribuição que vai ser construido no âmbito do Projecto Bita, que é um novo sistema de abastecimento de água que está em construção no sul de Luanda e que se vai desenvolver para a zona litoral do Ramiros e vai ser construido um centro de distribuição de que vai sair uma conduta para o Mussulo”, explicou, acrescentando que no Mussulo, “também vai ser construída uma estação de dessalinização com 10 mil metros cúbicos/dia que vai transformar a água salobra ou salgada em água potável e vai ser ainda construído um sistema de saneamento, porque se colocarmos água no Mussulo tem que haver saneamento, porque senão, de um problema vamos criar outro, vai-se construir também uma estação de tratamento de águas residuais e uma rede de saneamento que vai canalizar as águas residuais que vão ser tratadas e depois vai par o mar”.

Na opinião do Ministro, vai ser uma solução bastante sustentável, que não trará danos ambientais e vai garantir qualidade de vida à população que ali vive, sem descriminação, seja para os que vão fazer turismo, como para os que ali vivem. “Todos terão acesso quer à energia eléctrica, ainda este ano, quer a água potável, que está já aprovado e poderá começar proximamente, está é a perspectiva de solução para o problema do Mussulo”, enfatizou.

O Ministro da Energia e Águas destacou que Luanda vive uma situação particularmente difícil no que toca ao abastecimento de água e “por essa razão está a ser feito um grande esforço por parte do Executivo para construir dois novos sistemas, um é o Bita no Sul e o outro é o Quilonga na zona de Bom Jesus, os dois vão criar uma disponibilidade de água para 7,5 milhões de habitantes, e em paralelo vai ter que ser construída uma rede de distribuição e o sistema de captação de água e tratamento que fazem parte desse projecto, que é de grande vulto, com um volume financeiro também muito grande, avaliado em quase três mil milhões de dólares para a construção desses dois sistemas, que têm que ser construídos com a maior urgência possível, porque a população de Luanda está a crescer muito rapidamente, assim como a do país inteiro”, descreveu, concluindo que é preciso ter a possibilidade de acompanhar esse crescimento, expandindo as infrastruturas de energia e água cada vez mais para que garantir que as futuras gerações não passem necessidades de nenhuma ordem.

João Baptista Borges garantiu que o Executivo está a trabalhar com afinco para melhorar as condições de vida do povo! (J24 Horas)    

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