Início Sociedade “Ninguém deve ficar para trás”: Ministra Sílvia Lutucuta participa no acolhimento de 79 bolseiros que seguem para o Brasil e exige responsabilidade total

“Ninguém deve ficar para trás”: Ministra Sílvia Lutucuta participa no acolhimento de 79 bolseiros que seguem para o Brasil e exige responsabilidade total

por Editor

O Ministério da Saúde (MINSA), através da Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (PFRHS-UIP), realizou, na tarde desta terça-feira, 24 de Março, no Complexo Hospitalar General Pedro Maria Tonha “Pedalé”, a cerimónia de acolhimento de 79 profissionais de saúde bolseiros que seguirão, ainda esta semana, para formação no Brasil.

O acto foi orientado pela Ministra da Saúde, Dra Sílvia Paula Valentim Lutucuta, e contou com a presença da equipa de coordenação do PFRHS e bolseiros provenientes de várias províncias do país.

Os profissionais beneficiarão de formação em áreas prioritárias como Medicina de Família, Pediatria, Oncologia, Engenharia Clínica, Fisioterapia, Fisiologia do Desporto, Nefrologia e Psicologia em Saúde, entre outras especialidades. Os cursos terão duração variável, desde programas de curta até longa duração, podendo atingir quatro anos, em instituições de referência no Brasil e em Portugal.

A iniciativa enquadra-se no Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde, financiado pelo Banco Mundial, que tem como meta especializar até 2028 cerca de 38 mil profissionais, sendo 80% formados no país e 20% no exterior.

Num discurso directo, a ministra destacou:
“Estamos a investir em vocês para que regressem melhores. Ninguém deverá ficar para trás.”
E reforçou:


“O sistema de saúde são vocês. Cabe a todos nós melhorá-lo para o bem da nossa população”.
Entre as principais orientações: Foco absoluto na formação; Respeito pelas leis e cultura do país de acolhimento; Conduta ética com pacientes; Uso responsável da bolsa
Preservação da imagem de Angola.
Alertou ainda:


“No Brasil ou em Portugal estudem ao máximo. Aprendam para ensinar.”
E deixou recomendações adicionais de carácter prático e disciplinar:


“Vão com responsabilidade acrescida. O país está a contar convosco para absorver conhecimento e trazer soluções.”
“Adaptem-se, respeitem os hábitos e a cultura do país de acolhimento, mas nunca se esqueçam de que representam Angola.”
“Evitem comportamentos que possam manchar a vossa imagem e a do país.
“Façam uma boa gestão financeira.”

“Aproveitem cada oportunidade de aprendizagem, porque nem todos terão esta chance.”

A ministra reconheceu os desafios pessoais enfrentados pelos bolseiros, sobretudo aqueles que deixam as suas famílias, apelando ao sentido de missão:


“Sabemos que muitos deixam os seus filhos e famílias. É um sacrifício grande, mas é também um acto de compromisso com a nação.”


Durante as sessões técnicas, os especialistas reforçaram o cumprimento rigoroso das normas do programa, incluindo a permanência mínima de cinco anos no serviço público após a formação.


Na componente de gestão de riscos ambientais, sociais e de prevenção da violência baseada no género, os especialistas alertaram para questões voltadas ao assédio, integração cultural e conduta, sublinhando que violações podem resultar em expulsão do programa.

De acordo com Prof. Dr. Job Monteiro, coordenador do Projecto, o programa tem registado avanços significativos:
13.184 profissionais já capacitados (61,4% mulheres); 1.214 formações realizadas no exterior;
535 profissionais já concluíram formação no exterior.

O responsável destacou:


“Estamos a consolidar um programa estruturante para o país, com impacto directo na qualidade dos serviços de saúde.”
E acrescentou:


“Há acompanhamento permanente para garantir condições adequadas e o regresso dos quadros ao sistema nacional de saúde.”

Os 79 bolseiros são provenientes de várias províncias, assegurando inclusão e equilíbrio territorial no acesso à formação especializada.


Conclusão: compromisso com resultados
Financiado pelo Banco Mundial, o programa visa reduzir o défice de especialistas e melhorar a qualidade dos serviços de saúde em Angola.

Na mensagem final, a Ministra reforçou o nível de exigência:
“Vocês são privilegiados, mas com responsabilidade acrescida. Angola espera mais de vocês.”

“Regressem preparados, disciplinados e prontos para servir melhor os cidadãos.”

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