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Angola na vice-presidência da IRENA

por Redação

A candidatura do país para a vice-presidência da 14.ª Assembleia da IRENA, que decorreu, esta quarta-feira, 17 de Abril de 2024, em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, mereceu aceitação dos membros da organização.

O ministro João Baptista Borges, manifestou-se regozijado com aceitação da candidatura, tendo sublinhado que o continente africano é vulnerável às alterações climáticas e diversos factores contribuem para essa vulnerabilidade.

“Angola não é diferente, problemas como secas, escassez de água, desertificação e falta de infraestruturas resilientes são dos problemas que nos afligem”, destacou.

Angola é vice-presidente juntamente com a República Dominicana, Geórgia e República do Iraque, sob a presidência do Ruanda.

O primeiro dia de trabalho foi reservado à apresentação, em sessão plenária de alto-nível, da visão geral executiva da IRENA sobre a triplicação das energias renováveis e pronunciamento oficial dos Estados-membros, que apresentaram o quadro de cumprimento sobre as metas definidas de implementação de energias renováveis em 169 países.

O embaixador Júlio Maiato, na qualidade de Representante Permanente de Angola junto da IRENA, orientou a última sessão de trabalhos, de quarta-feira, como facilitador das discussões.

Encontros bilaterais

À margem da conferência, o ministro da Energia e Águas realizou encontros bilaterais com Sua Excelência ministro das Infraestruturas e Recursos Minerais de São Tomé e Príncipe.

No encontro foi abordada e partilhada a experiência de Angola na presidência da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e junto as entidades financiadoras, como IFC do Banco Mundial e Banco Africano (BAD), no financiamento de soluções sustentáveis e experiência conjunta da IRENA.

Na sequência das actividades, João Baptista Borges manteve, ainda, encontros bilaterais com representantes de potenciais financiadores de projectos de energias renováveis, com foco para soluções para o meio rural, com fins sustentáveis.

Os potenciais financiadores, de iniciativa do sector privado, aproveitaram a ocasião para manifestar o interesse de participar nestes desafios e propor as rápidas soluções ao Governo angolano na transição energética sustentável e transferência de conhecimento humano e implementação de novas tecnologias.

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