O secretário de Estado para a Energia, Arlindo Carlos, apresentou na 15ª Assembleia da Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA), realizada em Abu Dhabi, os avanços e estratégia de Angola na adopção de energias renováveis e combate aos efeitos das alterações climáticas.
Arlindo Carlos, que encabeçou a delegação angolana, disse que o país dispõe, actualmente, de uma capacidade instalada de seis mil e 400 megawatts (MW) de energia renovável, contra os dois mil MW registados em 2015, fruto da criação de vários projectos para o sector.
O encontro decorreu sob o lema “Acelerando a Transição para Energias Renováveis – O Caminho a Seguir”, marcando, assim, a primeira reunião internacional de energia do ano, que contou com a participação de mais de 1.400 delegados de 170 países, entre especialistas em energia e líderes do sector.
Angola participou na qualidade de membro permanente da organização multilateral e passou uma mensagem virada às acções em curso para uma transição energética eficaz.
O secretário de Estado para a Energia sublinhou a necessidade de uma transição energética justa e equilibrada, assegurando que o país aborda a questão também como uma via para o crescimento económico, que concorre para a formação de valências técnicas e, por via desta, a redução da pobreza.
O financiamento aos países também foi objecto de abordagem do secretário de Estado, enfatizando a matriz heterogénea que configura o conjunto dos países membros da IRENA.
As entidades discutiram, também, a contribuição e a importância das energias renováveis nas matrizes energéticas dos países membros e de forma global.
As discussões foram em torno de como triplicar a capacidade de energia renovável até 2030, apoio às transições em economias emergentes e como alavancar fluxos financeiros inovadores em países necessitados.
A IRENA, com apoio dos Emirados Árabes Unidos, tem um plano definido para capitalizar 25 Estados-membros.
Angola assumiu, nos últimos 12 meses, a vice-presidência da IRENA, em representação do grupo dos países africanos, passando agora o mandato para a Namíbia. A presidência é assumida pela Eslovénia.
