Benguela, 26 de Junho de 2025 – No âmbito das comemorações do Dia Internacional de Luta Contra as Drogas, assinalado a 26 de Junho, o Serviço de Investigação Criminal (SIC) da província de Benguela realizou, nesta quinta-feira, a cerimónia formal de incineração de drogas apreendidas em diversas operações realizadas ao longo do ano.
A acção decorreu nas instalações do Estabelecimento Penitenciário do Cavaco e culminou com a destruição de 2.714 quilogramas de canábis sativa (vulgo liamba) e 343 plantas da mesma substância, conforme avançou o porta-voz do SIC em Benguela, Inspector-Chefe Francisco Vieira.
O acto simbólico de lançamento da chama foi conduzido pelo Procurador Geral da República junto aos Órgãos de Investigação Criminal, Samora Neto, que destacou o comprometimento das instituições no combate ao tráfico e consumo de drogas, um dos maiores desafios sociais e de segurança da actualidade.
Estiveram igualmente presentes na cerimónia o Director Provincial Adjunto do SIC, Superintendente-Chefe Samuel Malulu, em representação do Subcomissário Domingos Sebastião Luís, Juiz de Direito David Figueiredo, representantes da Administração Municipal de Benguela, do Instituto Nacional de Luta contra as Drogas (INALUDE), do sector da Saúde Mental, do Centro Desafio Jovem, entre outras entidades públicas e da sociedade civil.

Em declarações à imprensa, Francisco Vieira destacou ainda que, no período em análise, foram registados 147 casos de tráfico e consumo de drogas, menos 49 em comparação com o período anterior. As acções de combate resultaram na detenção de 155 cidadãos, dos quais 26 do sexo feminino. Dentre os detidos, seis são apontados como responsáveis por tráfico de drogas pesadas – quatro em Benguela e dois no Lobito.
O porta-voz acrescentou que 49 processos-crime com instrução concluída foram remetidos ao tribunal, reforçando o compromisso do SIC em levar à justiça os responsáveis por este tipo de crime.
A cerimónia reforça a importância da união institucional e comunitária no enfrentamento do fenómeno das drogas, que continua a afectar negativamente milhares de famílias angolanas e compromete o futuro de muitos jovens.

