O antigo jogador Daniel Ndunguidi, conhecido de Pelé de Angola, passou de lado de uma grande carreira internacional, porque o sistema político vigente, mono-partidarismo, não permitiu a sua transferência por considerá-lo de “património nacional” e que Girabola não estava em condições de ficar sem a maior referência futebolística.
É só uma visita na página desse antigo craque, da rede social Facebook, para ler os seus desabafos que o sistema mono-partidarismo estragou velozmente a sua carreira. Hoje, reitera, que teria uma vida mais folgada se o deixassem ir jogar fora. Mas em nome do “patriotismo” e ser “património nacional” ficou a defender as cores da pátria.
Mas, em determinado momento da vida, quando necessitou do reconhecimento, pelo serviço futebolístico prestado à nação, um ex-presidente do Clube 1º e Agosto mandou-lhe procurar emprego. Estava lançada a primeira grande “injustícia” (injustiça) contra um nome mais sonantes do futebol angolano.
A direcção do 1º de Agosto, à época dirigida pelo general Raúl Hendrick, recuou na posição. Mas já era tarde. O estrago está feita. A partir dessa data, Daniel Ndunguidi teve a sua honra e alma ferida pelo “fogo-amigo” de uma casa que ajudou, com o seu talento, a construir.
Moniz Silva, presidente da Federação Angolana de Basquetebol, conhece essa história de Daniel Ndunguidi. Os melhores activos de um país devem merecer, apesar de qualquer adversidade, estima e valorização. É a única forma atrair os talentos para as causas da nação.
O que se está a passar com Carlos Morais, ao não ser convocado para os trabalhos da selecção de basquetebol, roça uma enorme injustiça. São reconhecidas, com todos os dedos, as alegrias que o jogador já proporcionou ao país. Os melhores merecem ser reconhecidos agora e no auge da carreira.
Se existem problemas, resolvessem, mas “matar” o contributo desse basquetebolista, com argumentos sonsos, cheira, como se diz na linguagem popular – a uma enorme “injustícia” contra Carlos Morais.
Moniz Silva, por favor, impeça essa “injustícia” ou injustiça contra o base e seja um homem de justiça. Em nome do povo do basquetebol. Se falharem no mundial já sabem. Este povo que suplica o fim da injustiça também é duro na hora da “justícia”. Perdoem-no. Somos todos falíveis.

