O desporto angolano está em polvorosa, por causa do mau clima que se instalou no futebol desde sexta-feira última, 01 de Setembro, com a divulgação do comunicado 31 da Federação Angolana de Futebol (FAF) que sanciona quatro clubes angolanos e diversas individualidades ligadas à referida modalidade.
O comunicado da FAF despoletou de imediato a maior polémica de todos os tempos, jamais vista em meios do desporto angolano. Além dos vários nomes “castigados” constantes do documento federativo, que estão a ser motivo das mais amplas conjecturas por parte da sociedade em geral, o nome mais citado é o de Patrícia Faria.
A jurista, e também cantora, Patrícia Faria, actual presidente do Conselho de Disciplina da FAF, está a ser apontada como mentora de toda a confusão que se criou `nos meios futebolísticos angolanos, pelas sanções impostas aos diversos agentes e clubes de futebol no país.
Adeptos do clube Kabuscorp do Palanca, penalizado com a pena de descida de divisão para o segundo escalão, por suposta corrupção, durante o apuramento para o Girabola, assim como simpatizantes e amigos do presidente do clube, Bento Kangamba, suspenso de todas as actividades desportivas por quatro anos, além do pagamento de avultada multa, reagiram em defesa do clube que do seu coração e do seu presidente, acusando Patrícia Faria de má-fé e de perseguição, por razões obscuras.
Diversas sensibilidades do país estão agastadas pela forma e momento em que a FAF, que tem deixado a “modalidade” ao “Deus dará” ao longo dos últimos anos, vem agora a público “jogar lama” em cidadãos dignos e instituições que muito têm feito pelo país e pela sobrevivência do desporto nacional, do futebol em particular.
Por exemplo, o empresário Bento dos Santos Kangamba, tem sido ao longo dos tempos, dos mais empenhados ditigentes desportivos angolanos, que não regateia meios para apoiar, não só a federação de futebol, como outras mais.
Bento Kangamba sempre apoiou e tem apoiado a Seleção Nacional de Futebol (Palancas Negras), em diversas etapas e palcos em que representou o país. Tem sido assim na participação nos CAN (Campeonato Africano das Nações) e foi assim em 2006, quando Angola esteve no Mundial.
Além do seu próprio clube, sai sempre em socorro de outras agremiações do país, apoaindo, tanto com meios materiais como financeiros, sem fins lucrativos, mas tudo em prol da Paz, da harmonia, unidade nacional e bem-estar das populações, da juventude principalmente, fazendo jus ao princípio “mente sã em corpo são”, reforçando que o desporto é um “factor de unidade nacional”.
Recorde-se o apoio que prestou ao Recreativo da Cáala, quando anteriormente, ao passar pelo escalão maior do futebol nacional, representou o país nas Taças africanas. O Sporting de Cabinda, o Progresso do Sambizanga, o 1º de Maio de Benguela, entre vários outros clubes, assim como outras modalidades desportivas, como o andebol, o boxe e o atletismo, já receberam apoios e muito mais das mãos do grande dirigente que é Bento Kangamba!
É igualmente um grande impulsionador do desporto nas camadas mais jovens, começando pelos “caçulinhas” (infantis), em diversos bairros de Luanda.
Em vez de atirar-se contra Bento Kangamba da forma como se fez, em caso de haver alguma incorreção de sua parte, o Conselho de Disciplina deveria, tendo em consideração os seus feitos e a melindrosa situação em que se encontra o país, primar por uma abordagem do assunto em fórum institucional e só então, em caso de violação das regras, da lei e com provas palpáveis, partir para os castigos e sua divulgação pública.
Assim sendo, mais que castigar, vilependiar e sujar a imagem e o bom nome das pessoas e instituições visadas, a FAF atirou-se contra o próprio país, criou mau – estar e revolta nos cidadãos e sujou o nome de Angola nas instituições internacionais.
O Kabuscorp, em reacção ao comunicado 31 da FAF, refere que a decisão revela-se “um guião de insultos e criatividade ignóbil protagonizados pelo Conselho de Disciplina da Federação angolana de futebol, (de que Patrícia Faria é a presidente), contra o Kabuscorp Sport Club do Palanca e o seu presidente”, pelo que “apelam à tranquilidade dos atletas, equipa técnica, sócios, adeptos e simpatizantes, garantindo que o plantel continua a sua preparação para o Girabola 2023/2024 no qual a equipa sénior masculina de futebol vai participar”.
“Diferente do Conselho de disciplina da Federação Angolana de Futebol que, motivada por uma vontade afoita de punir, toma decisões sem qualquer correspondência com os factos e órfãs de respaldo legal, a Direcção do Kabuscorp Sport Club do Palanca, vertical no seu modo de actuar, e conhecedor da sua história e da sua importância para a vida do futebol nacional, vem transmitir sossego à equipa técnica e atletas e garantir aos sócios, adeptos e simpatizantes que a verdade vai sobrepor-se ao alarido e à maledicência”.
Ainda de acordo com a reacção do Kabuscorp Sport Club do Palanca, o seu faco “é o trabalho árduo, a criação de condições para que a equipa de futebol participe com competência no Girabola e perfumar os palcos em que joga cada minuto na competição nacional. A equipa técnica prepara os atletas, a direcção cria condições de trabalho e a vida continua a mesma: o trabalho é sempre superior à vontade de difamar e caluniar”.
A Direcção do Kabuscorp Sport Club do Palanca sempre alertou a família do futebol angolano da ambição desmedida do Conselho de Disciplina da Federação Angolana de Futebol e o teor do comunicado de 31 de Agosto confirma que nunca há uma segunda oportunidade para a primeira impressão.
Em vez de caluniar, sujar e menosprezar Bento Kangamba, a FAF, nomeadamente o seu Conselho de Disciplina e a Sra. Patrícia Faria, deveriam era homenagear o presidente do Kabuscoro como “Herói do Desporto Nacional”! (J24 Horas)
