Início Actualidade ESTADO DA NAÇÃO: PRESIDENTE DA REPÚBLICA DESTACA ENERGIA E ÁGUAS COMO FACTORES INCONTORNÁVEIS DE DESENVOLVIMENTO

ESTADO DA NAÇÃO: PRESIDENTE DA REPÚBLICA DESTACA ENERGIA E ÁGUAS COMO FACTORES INCONTORNÁVEIS DE DESENVOLVIMENTO

por Editor

O Presidente João Lourenço destacou o sector da energia e água no discurso sobre o Estado da Nação como um eixo estratégico para o desenvolvimento socioeconómico e a melhoria da qualidade de vida das populações.O Chefe de Estado reiterou que a energia e as águas são fundamentais para impulsionar a economia nacional e viabilizar o funcionamento de outros setores, tendo salientado a evolução da capacidade de produção e distribuição de energia eléctrica no país em comparação com os períodos anteriores.

O Presidente da República sublinhou a continuidade dos investimentos em infraestruturas de captação, produção e transporte de água e energia para alargar a cobertura a mais regiões. A indisponibilidade de energia eléctrica e de água potável condiciona directamente a qualidade de vida das populações, a prestação dos serviços de saúde e educação, o desenvolvimento da agricultura, a industrialização, a criação de emprego, a competitividade das empresas e a integração económica e territorial de Angola.Nos últimos anos, disse, Angola deu passos firmes para superar um quadro histórico marcado por défices de produção, excessiva dependência de combustíveis fósseis, redes fragmentadas e profundas assimetrias no acesso aos serviços básicos. Em 2017, a capacidade instalada de produção de energia eléctrica situava-se em 4.659 MW; hoje o país dispõe de uma capacidade instalada de 6.322 MW, o que representa um crescimento expressivo e uma base mais robusta para responder à procura actual e futura.

Segundo o Chefe de Estado, este avanço resulta da conclusão e reforço de grandes aproveitamentos hidro-eléctricos, da reabilitação de infra-estruturas existentes, da expansão da geração solar e da modernização progressiva dos sistemas de transporte e distribuição.A matriz eléctrica nacional revela uma transformação estrutural. Angola conta actualmente com 75 centrais produtoras de energia das quais 13 hidro-eléctricas, 44 termo-eléctricas, 9 solares e 9 híbridas. A desagregação disponível atribui 3.231 MW à geração hidro-eléctrica, 1.125 MW à geração térmica, 357 MW à geração solar e 36 MW à geração híbrida.

Do ponto de vista económico, a transformação da matriz eléctrica nacional é particularmente relevante se tivermos em conta que durante muitos anos predominou a geração térmica, com elevados custos operacionais e forte dependência de combustíveis fósseis. A aposta numa matriz hídrica-solar progressivamente mais diversificada reduz a dependência de combustíveis fósseis, melhora a sustentabilidade ambiental e cria condições para uma maior participação do investimento privado na geração de energia.

No domínio das águas, a prioridade é continuar a ampliar o acesso, melhorar a eficiência dos sistemas, reduzir perdas, combater o vandalismo e as ligações ilícitas, reforçar a manutenção e consolidar a qualidade da água.o Presidente da República, João Lourenço, sublinhou que a cobertura nacional de abastecimento de água ultrapassa atualmente os 62% da população, estabelecendo a meta de superar os 65% até ao final do seu mandato. O Chefe de Estado reconheceu o impacto do forte crescimento demográfico sobre a rede pública e destacou os investimentos estratégicos em curso para mitigar o défice de distribuição.

O Projeto Bita com cerca de 71% de execução física, as previsões apontam para que este sistema comece a injetar água na rede pública a favor das populações já no primeiro trimestre de 2027, focando-se no abastecimento da zona sul da capital. O Projeto Quilonga Grande, localizado em Bom Jesus (Icolo e Bengo), é uma das maiores infraestruturas hídricas do país. Está projetado para captar água no Rio Kwanza e beneficiar cerca de 5 milhões de habitantes nas províncias de Luanda e Icolo e Bengo. Recentemente, através do Despacho Presidencial n.º 348/26, o Executivo autorizou uma verba de 658 milhões de euros para reabilitar e expandir redes de distribuição, priorizando áreas críticas que continuam sem cobertura adequada e visando abranger 3 milhões de cidadãos.

Em relação ao combate à Seca no Sul foram também relembrados os progressos estruturais na região sul do país como a província do Cunene através do canal do Cafu e as barragens do Ndue e Calicuve, recentemente inauguradas, focados na mitigação dos efeitos da seca severa e na estabilização das comunidades agropecuárias. Com estes resultados e prioridades, o Executivo prossegue o compromisso de transformar energia e água em factores de inclusão, produção, integração territorial e melhoria efectiva da vida dos angolanos. (J24 Horas)

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