Início Política 70 MILHÕES DE EUROS TERÃO SAÍDO DE ANGOLA PARA PARAÍSO FISCAL EM OPERAÇÃO LIGADA AO NOVO AEROPORTO — NOME DE RICARDO DE ABREU NO CENTRO DO CASO

70 MILHÕES DE EUROS TERÃO SAÍDO DE ANGOLA PARA PARAÍSO FISCAL EM OPERAÇÃO LIGADA AO NOVO AEROPORTO — NOME DE RICARDO DE ABREU NO CENTRO DO CASO

por Editor

Uma denúncia de grande gravidade está a abalar os bastidores do poder em Angola. O nome do ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, surge associado a alegadas transferências de cerca de 70 milhões de euros para um paraíso fiscal, valores que, segundo informações em circulação, teriam origem directa na facturação das obras do Novo Aeroporto Internacional de Luanda (NAIL).

De acordo com fontes próximas do dossiê, os montantes terão sido movimentados através de engenharias financeiras sofisticadas, utilizadas para dissimular a origem dos fundos públicos e facilitar a sua saída do país. A operação, caso venha a ser confirmada, poderá configurar fuga de capitais em larga escala, branqueamento de capitais e gestão danosa de recursos do Estado.

UM PROJECTO BILIONÁRIO, UMA OPACIDADE MILIONÁRIA

O Novo Aeroporto Internacional de Luanda, apresentado como símbolo de modernização e desenvolvimento, passa agora a ser associado a suspeitas de esquemas financeiros obscuros, alimentando a perceção de que as grandes obras públicas continuam a ser terreno fértil para negócios opacos.

Juristas e analistas ouvidos pelo Agi defendem que o caso não pode ser varrido para debaixo do tapete, sublinhando que os valores em causa ultrapassam largamente o aceitável para simples irregularidades administrativas.

“Quando falamos de 70 milhões de euros e de paraísos fiscais, não estamos perante erros técnicos, mas sim indícios sérios de criminalidade económica”, afirmou uma fonte ligada ao sector financeiro.

SILÊNCIO QUE AGRAVA SUSPEITAS

Até ao momento, Ricardo de Abreu não veio a público desmentir, esclarecer ou explicar as alegações. Também não há qualquer informação oficial sobre a abertura de um inquérito pela Procuradoria-Geral da República, Tribunal de Contas ou Unidade de Informação Financeira.

Este silêncio institucional está a ser interpretado por sectores da sociedade civil como conivência, medo político ou falta de vontade para tocar em interesses instalados.

ONDE ESTÃO AS INSTITUIÇÕES?

A denúncia levanta questões incontornáveis:
• Quem autorizou as transferências?
• Que empresas e intermediários estiveram envolvidos?
• Por que razão dinheiro de uma obra pública estratégica teria ido parar a paraísos fiscais?
• Quem está a proteger quem?

Num país onde o discurso oficial insiste no combate à corrupção, casos desta magnitude colocam em causa a credibilidade do Executivo e das instituições de fiscalização.

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