Início Sociedade PROGRAMAS DE FORMAÇÃO DE PONTOS FOCAIS PARA O DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CÂNCER NAS VARIADAS PROVÍNCIAS DO PAÍS, ANALISADOS HOJE

PROGRAMAS DE FORMAÇÃO DE PONTOS FOCAIS PARA O DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CÂNCER NAS VARIADAS PROVÍNCIAS DO PAÍS, ANALISADOS HOJE

por Editor

A Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (UIP) avaliou hoje, 5 de setembro, a perspectiva formativa dos profissionais de saúde para a criação de uma rede de pontos focais provinciais dedicados ao diagnóstico precoce do câncer.


O objectivo principal da acção é descentralizar o diagnóstico e o tratamento da doença, reduzindo o volume de casos avançados que, muitas vezes, resultam em migração para Luanda ou para o exterior.
A iniciativa visa capacitar os quadros locais para a criação dessa rede de pontos focais, com o intuito de oferecer tratamentos precoces e eficazes directamente nas províncias, com o apoio técnico de uma equipe especializada. O programa pretende identificar o câncer nas fases iniciais, permitindo intervenções que diminuem a necessidade de deslocamento dos pacientes para grandes centros urbanos ou internacionais.

A reunião contou com a presença do Prof. Doutor Job Monteiro, Coordenador e Gestor Técnico do PFRHS, do Dr. Fernando Miguel, Director do Instituto Angolano de Controlo do Câncer (IACC), do Dr. Dinesh Pendharkar, Director do Centro de Oncologia Médica, Hemato-Oncologia e Terapias Avançadas no Roswell Park Comprehensive Cancer Cent, na Índia e especialistas da Unidade do Projecto (UIP).


O encontro teve como objectivo definir os passos necessários para a implementação da rede de pontos focais provinciais.

O Programa prevê:

  • Descentralização das acções de saúde para garantir que todas as províncias tenham seus próprios programas de cuidados com o câncer;
  • Políticas regulatórias optimizadas para assegurar a eficácia e a sustentabilidade do programa;
  • Estabelecimento de unidades de atendimento em hospitais provinciais para diagnóstico e tratamento precoce;
  • Construção de capacidades: capacitação de médicos por polos e equipes paramédicas para o tratamento do câncer;
  • Partilha de tarefas: envolver regiões periféricas para ampliar o acesso aos cuidados.
  • Sensibilização comunitária: promover campanhas educativas para a identificação precoce dos sinais de câncer e outras acções pedagógicas.

Prof. Doutor Job Monteiro, Coordenador e Gestor Técnico do Projecto, durante, o encontro, afirmou:


“Este programa é um marco na transformação da saúde pública angolana. A formação local é fundamental para garantir que todas as províncias tenham a capacidade de atender casos de câncer, inclusive os mais críticos, sem a necessidade de deslocamento para Luanda ou para o exterior. Com a descentralização, estamos a garantir que Angola tenha as ferramentas necessárias para enfrentar o câncer de forma mais eficaz, dentro do próprio território, assegurando que os pacientes recebam o tratamento necessário em tempo hábil.”

Dr. Dinesh Pendharkar, MD, PhD, FASCO, Director do Centro de Oncologia Médica, Hemato-Oncologia e Terapias Avançadas no Roswell Park Comprehensive Cancer Center, da Índia, proponente da proposta, comentou sobre a importância da iniciativa:


“A criação de pontos focais provinciais para o diagnóstico precoce do câncer é um passo fundamental na luta contra a doença. A detecção precoce melhora significativamente as chances de sucesso no tratamento e minimiza os custos e complicações associadas a estágios avançados. Com essa abordagem descentralizada, Angola tem o potencial de se tornar um modelo para outros países em desenvolvimento que buscam fortalecer suas capacidades de diagnóstico e tratamento do câncer.”

Já o Dr. Fernando Miguel, Director do IACC, ressaltou:
“Com esta estrutura descentralizada, unimos eficiência técnica e acção comunitária, reduzindo o número de pacientes que chegam às nossas unidades em Luanda já em fases terminais, sem o atendimento especializado necessário, como cuidados paliativos. Este modelo permitirá reverter o curso da luta contra o câncer em Angola, proporcionando um atendimento mais humano e eficaz.”

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