Início Sociedade MCA assina protocolo para construir primeiras Escolas Sustentáveis nos territórios dos seus projectos de electrificação em Angola

MCA assina protocolo para construir primeiras Escolas Sustentáveis nos territórios dos seus projectos de electrificação em Angola

por Editor

Iniciativa, desenvolvida com o Ministério da Educação, a Universidade Agostinho Neto e o INEFOP, prevê 19 salas de aula para até 1.520 alunos por dia e prolonga o impacto dos investimentos em energia para a educação e capacitação local.

A MCA, o Ministério da Educação, a Universidade Agostinho Neto (UAN) e o Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional(INEFOP) acabam de assinar dois protocolos de cooperação para a construção de duas escolas sustentáveis no Cazombo e no Luau, na província do Moxico Leste. Integrada no programa de responsabilidade social da MCA, esta iniciativa combina a construção de novas infra-estruturas de ensino fundamental com formação profissional certificada, utilização de materiais locais e envolvimento directo das comunidades. “Estas escolas representam muito mais do que novas infra-estruturas: são um investimento no futuro das comunidades. Este projecto mostra como o conhecimento académico, o investimento empresarial, as políticas públicas e a participação local podem trabalhar em conjunto para criar respostas concretas e duradouras. Ao criar melhores condições de aprendizagem, promover formação profissional certificada e envolver a população local no próprio processo de construção, estamos a transformar esta iniciativa numa oportunidade de capacitação, emprego e desenvolvimento sustentável.

Queremos deixar escolas, mas queremos também deixar conhecimento, competências e confiança nas comunidades, para que este impacto continue muito para além da conclusão das obras”, salienta Elisabete Alves, PCA da MCA Angola.As escolas do Luau e do Cazombo são as primeiras a surgir nos territórios onde a MCA está a desenvolver projectos de energia e electrificação em Angola, procurando prolongar o impacto desses investimentos para além da infra-estrutura energética. Mais do que criar melhores condições de aprendizagem, o projecto pretende gerar competências, oportunidades e impacto duradouro junto das comunidades.

A ligação às infra-estruturas de energia renovável desenvolvidas pela MCA nestas regiões é um dos seus elementos distintivos: a energia necessária ao funcionamento das escolas será produzida pelos parques fotovoltaicos, contribuindo para um modelo de ensino mais sustentável e adaptado à realidade local. A disponibilidade de electricidade permitirá ainda prolongar o horário de utilização dos espaços e optimizar a formação profissional, comprovando, no terreno, os efeitos práticos da electrificação na educação e na capacitação das comunidades.A escola do Luau terá 12 salas com capacidade para mais de 900 alunos por ano e a escola de Cazombo terá sete salas e capacidade para mais de 500 alunos por ano,distribuídos em dois turnos diários. As escolas serão construídas segundo princípios de sustentabilidade, recorrendo maioritariamente à argila, uma matéria-prima de origem local, e ao reaproveitamento de madeira das paletes utilizadas no transporte dos painéis solares dos projectosfotovoltaicos da MCA.

Os edifícios beneficiarão ainda da energia produzida por essas infra-estruturas.O mobiliário escolar será produzido nas carpintarias da MCA, no âmbito do projecto “Recycle”, cuja matéria-prima é, igualmente, a madeira das paletes. A produção do mobiliário ocorrerá em regime de capacitação para jovens locais, que receberão formação nas carpintarias da empresa e terão acesso a certificações emitidas pelo INEFOP.O Departamento de Arquitectura da Faculdade de Engenharia da UAN será responsável pela concepção dos projectos de arquitectura e de mobiliário escolar e pelo acompanhamento da execução em obra.

Já o Ministério da Educação tem a responsabilidade de assegurar os terrenos, as licenças e as aprovações necessárias, bem como o funcionamento e a manutenção das escolas, incluindo a alocação de professores, auxiliares e restantes profissionais.Sempre que possível, pais e familiares dos futuros alunos, bem como outros membros das comunidades, poderão participar na construção das escolas em regime de formação, sob responsabilidade e certificação do INEFOP. A formação profissional decorrerá em contexto real de trabalho, com acompanhamento técnico e orientação profissional, para o desenvolvimento de competências ajustadas às necessidades do mercado de trabalho local.

O INEFOP ficará responsável por identificar, seleccionar, formar e certificar candidatos das comunidades locais, bem como disponibilizar técnicos e formadores especializados para apoiar as acções de formação. No final destas acções, está prevista a emissão de diplomas e o registo dos formandos na base de dados do Instituto como candidatos a oportunidades profissionais nas respectivas áreas.

Sobre a MCA | A MCA é um Grupo Português fundado em 1998 em Guimarães. Em 2006, iniciou o seu processo de internacionalização, onde Angola assumiu um papel preponderante. Desde então, a empresa expandiu as suas actividades pela Europa, África e Américas.

A MCA está hoje focada no desenvolvimento de áreas de negócio como as Energias Renováveis, Infra-estruturas, Desenvolvimento Urbano e Saúde, em quatro clusters geográficos, incluindo a Península Ibérica, Europa Central e do Leste, África e América Latina. A empresa procura continuar a criar e a partilhar valor a longo prazo, promovendo, assim, o desenvolvimento sustentável das comunidades onde actua.

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