O recente escândalo da Administração Geral Tributária (AGT), em que diversos responsáveis foram detidos por se apropriarem indevidamente de 7 mil milhões de kwanzas, está a destapar outras “enegenharias” camufladas que grassam pela sociedade angolana, como é o caso de Wilson Ganga, dono da empresa de táxis personalizados “T’leva” e da “PayPay” acusado de ter roubado a marca “RENDE+“, registada em nome de Edson de Oliveira, usando tráfico de influência.
A maka despoletou em meados do ano passado, quando Wilson Ganga, filho do PCA da Endiama, Ganga Júnior, proprietário das empresas “T’leva” e “PayPay”, através da CONECTANDO – Sociedade Prestadora de Serviços de Pagamentos LDA, foi acusado de ter “roubado” a marca “RENDE+” do empresário Edson de Oliveira, devidamente registada pelo C.E.O. da “XTagiarious” e de ter incorporado no seu aplicativo “PayPay” para enriquecer às custas da prisão do empresário.
O “RENDE+” é um produto financeiro registado no IAPI – Instituto Angolano de Propriedade Industrial, pertencente ao empresário Edson de Oliveira, por um período de 10 anos, de 2021 a 2031.
Ao tomar conhecimento da sacanagem perpretada por Wilson Ganga, Edson de Oliveira acusou o dono da “T’leva” e da “PayPay” de abuso de confiaça, apropriação indevida de propriedade, tráfico de influência, entre outros, acionou os seus advogados, que interpuseram uma ação extra judicial para se chegar a um entendimento e solicitou uma indemnização na ordem de 150.000.000.00 KZ (Cento e cinquenta milhões de Kwanzas), justificando que o produto “RENDE+” consiste na captação de valores e gera avultados lucros muito rapidamente.
Mas a outra parte, ou seja, Wilson Ganga, envolto na sua teia de influências, negou-se a chegar a qualquer acordo e muito menos pagar qualquer indemnização.
Entretanto, Edson de Oliveira, proprietário da empresa Xtagiarious Finance, acabou por ser condenado pelo Tribunal de Comarca de Luanda (TCL), no dia 5 de Agosto de 2024, a uma pena de dez anos de prisão pelos crimes de burla qualificada e abuso de confiança, processo que já corria os seus trâmites em relação a atividades da empresa “Xtagiarious”.
Na sentença, o tribunal considerou provado que o empresário burlou mais de 870 pessoas, causando-lhes prejuízos avaliados em mais de três mil milhões de kwanzas.
Edson Caetano de Oliveira foi condenado por enganar as vítimas com falsas promessas de fazer crescer os valores aplicados na sua empresa, que, conforme o que foi descrito durante as audiências de julgamento, era uma entidade falsa, tendo sido ainda comprovado que “a Xtagiarious Finance não era uma instituição financeira reconhecida pelo Banco Nacional de Angola (BNA)”.
Segundo uma fonte próxima do processo, “é aqui que a porca torce o rabo”, pois o BNA “deu o dito pelo não dito”, ao demarcar-se de ter cedido uma licença à empresa “Xtagiarious” para o exercício de captação e multiplicação de valores de clientes mediante juros e prazos estabelcidos por claúsulas contratuais de mútuo acordo.
Porém, a mesma actividade que posteriormente terá sido alvo de proibição por ser exclusiva de instituições bancárias, continua a ser exercida, com a nítida cumplicidade do BNA, pelo filho do PCA da Endiama, Ganga Junior, usando para tal e indevidamente o produto “RENDE+” registado pelo Instituto Angolano de Propriedade Industrial (IAPI), em nome da XTagiarious – Prestação de Serviços Financeiros Lda.
A fonte afirma que Wilson Ganga, filho do PCA da Endiama, José Manuel Augusto Ganga Júnior, usou de tráfico de influências em nome do seu pai, junto do IAPI e do BNA, para aproveitar-se da referida marca que, conforme o mercado nacional sabe, pertence ao empresário Edson de Oliveira.
Apesar de Edson Oliveira ter sido condenado, interferências alheias ao processo terão ditado a destruição da Xtagiarious Finance, fazendo com que o BNA se tenha demarcado da sua responsabilidade no caso e para que outros se apoderassem do produto “RENDE+” para enriquecerem mais os esbanjadores da economia angolana.
“Há documentos que o comprovam tudo quanto se passou e a culpa não vai morrer solteira”, garantiu a fonte! (J24 Horas)

