A Engª Engrácia da Luz dos Santos Soito João, directora geral adjunta para a Área Administrativa da Sociedade Mineira de Catoca Lda, está a ser acusada por várias fontes, sobretudo nas redes sociais, de criar uma vasta campanha de descridibilização da actual gestão da empresa, para tirar proveito, que a levem a ser a próxima directora geral e Presidente do Conselho de Gerência.
O clima de trabalho na Sociedade Mineira de Catoca, nos últimos dias não é dos melhores, por alegada desestabilização criada pela directora adjunta para a Área Administrativa, Engrácia da Luz dos Santos Soito João, acusada de estar no centro de uma série de acusações internas que a associam a uma campanha orquestrada para descredibilizar a actual gestão da empresa e posicionar-se como futura directora geral e Presidente do Conselho de Gerência.
De acordo com fontes internas, a engenheira Engrácia e sua equipa, composta por António Victor dos Santos, seu assessor, e Adair Paulo André, montaram um laboratório onde são produzidas falsas notícias, promovem a disseminação de mensagens intimidatórias, e-mails fraudulentos, gravações indevidas de colegas de trabalho, sem prévio consentimento, entre outras ilicitudes, para atingir o seu fim.
As fontes declaram que a estratégia terá sido intensificada durante o recente período de transição na empresa, com o objectivo de criar um ambiente de suspeita e instabilidade, tentando convencer os accionistas de uma alegada má gestão.
Contudo, os indicadores de desempenho da Sociedade Mineira de Catoca, no mesmo período, mostram uma curva de crescimento.
António Victor dos Santos, “braço direito” de Engrácia Soito João, é tido pelos colegas como um indivíduo de comportamento arrogante, sendo descrito como o principal cérebro por detrás das acções de bastidores da directora adjunta. Já Adair Paulo, segundo as mesmas fontes, tem actuado como executor técnico das manobras de intoxicação interna do ambiente laboral.
A directora adjunta é igualmente acusada de “queimar” e afastar deliberadamente quadros de reconhecida competência, quadros seniores, criando espaço para a nomeação de familiares e pessoas próximas, muitas delas sem o perfil adequado para os cargos.
Ainda de acordo com as fontes, nos últimos meses, Engrácia Soito João mudou radicalmente o seu estilo de vida, mudando-se da zona do Bita Sapú, onde vivia, para uma moradia de alto padrão e luxo na centralidade Nova Vida, custeando também tratamentos médicos do marido, alegadamente com fundos desviados da empresa.
As referidas fontes citam declarações da própria directora adjunta, pronunciados nos corredores da empresa, em que assume ser “rancorosa” e que “marcou” o director-geral, Benedito Paulo Manuel, por não lhe reconhecer competência, reiterando o desejo de assumir o controlo da Sociedade Mineira de Catoca enquanto responsável máxima.
Esta situação, com aliciamento de “adeptos” entre os funcionários, está a criar um clima pouco salutar em sectores da empresa.
O portal de notícias Jornal 24 Horas, em busca do contraditório, enviou à acusada um questionário com base nas acusações para que se pronunciasse, porém, passados três dias, não obteve reacção da mesma.
A Sociedade Mineira de Catoca Lda é uma empresa angolana de prospecção, exploração, recuperação e comercialização de diamantes. Constituída pela Endiama (Angola), Alrosa (Rússia), e Endiama Mining (Angola), Catoca é a quarta maior mina do Mundo explorado a céu aberto e a maior empresa no subsector diamantífero em Angola, sendo responsável pela extracção de mais de 75% dos diamantes angolanos. (J24 Horas)
