Fontes diplomáticas e militares ouvidas pela Reuters afirmam que os Estados Unidos avaliam uma ação militar contra o Irão nas próximas 24 horas, em meio à escalada da crise interna iraniana.
A possível decisão teria sido considerada após relatos de repressão violenta, com milhares de mortos em protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei, incluindo denúncias de execuções extrajudiciais.
Como medida preventiva, o Pentágono iniciou a retirada de pessoal não essencial de bases estratégicas no Oriente Médio, como Al Udeid, no Catar, além de instalações no Bahrein e no Kuwait. A movimentação é interpretada como um sinal claro de preparação para um cenário de conflito.
Teerão reagiu com um ultimato direto: caso seja bombardeado, o Irão promete atingir bases militares americanas em países aliados, colocando Arábia Saudita, Turquia e Emirados Árabes Unidos no centro de uma possível guerra regional.
No Brasil, o governo acompanha os desdobramentos com preocupação. Além do impacto imediato na alta do petróleo, há o risco de sanções econômicas indiretas. O presidente Donald Trump anunciou a intenção de aplicar tarifas de até 25% contra países que mantêm comércio com o Irã. Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 2,9 bilhões ao país persa — valor que pode ser diretamente afetado pela política externa americana.
O mundo observa em tensão. Um ataque pode redefinir o equilíbrio geopolítico do Oriente Médio e gerar reflexos econômicos globais. (Reuters)

