De acordo com o presidente da Sonangol, a Refinaria de Cabinda começa a operar no início do segundo semestre de 2025, enquanto a construção da Refinaria do Lobito avança, financiada pela petrolífera estatal angolana que, entretanto, procura parceiros investidores.
Sebastião Martins afirmou que Angola recebe várias propostas de parceria, mas aguarda propostas concretas. “Estamos abertos a novos parceiros no capital social da Refinaria do Lobito, mas, enquanto o processo não se concretiza, continuamos a execução do projecto com os recursos disponíveis, como fizemos com o Terminal Oceânico da Barra do Dande”, disse.
A refinaria de Cabinda terá a capacidade inicial de refino de 30 mil barris de petróleo por dia, está avaliada em mil milhões de dólares e terá uma capacidade instalada para processamento de 60 mil barris por dia, depois de concluídas as suas três fases de implementação.
A decisão de se investir na construção da refinaria de Cabinda visa o cumprimento de um dos objectivos estratégicos do Governo Angolano, de aumentar a capacidade de processamento de petróleo bruto a nível nacional e uma redução considerável da dependência do país na importação de produtos refinados, conforme previsto no Plano de Desenvolvimento Nacional.
Enquanto isso, as obras da Refinaria do Lobito seguem em andamento. A primeira fase do projecto, na província de Benguela, está sob responsabilidade da Sonangol. Cerca de 2 000 trabalhadores actuam no local.
“Não vamos parar à espera de parceiros”, afirmou. O responsável reconheceu que as dificuldades de financiamento impactam o projecto, mas garantiu a continuidade da execução.
Sobre a Refinaria do Soyo, na província do Zaire, Sebastião Martins informou que a Sonangol mantém conversações com o consórcio liderado pela empresa americana Quanten, que enfrenta desafios para obter financiamento. Caso a empresa não viabilize o investimento, a estatal angolana assume o projecto.
O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, criticou a oposição aos investimentos no sector.
“Por que outros Países investem no sector downstream e apenas Angola não poderia? Refinarias são viáveis e estratégicas para o País”, afirmou.
O governo continua com os projectos de refino dentro das possibilidades financeiras da Sonangol, enquanto busca parcerias. “É um projecto estratégico e rentável para Angola”, garantiu Diamantino de Azevedo. (J24 Horas)

