Início Política Cimeira UA-UE: Presidente João Lourenço diz que Europa só tem a ganhar com a África

Cimeira UA-UE: Presidente João Lourenço diz que Europa só tem a ganhar com a África

por Editor

O presidente em exercício da União Africana (UA) e da República de Angola, João Lourenço, pediu a União Europeia (UE) para que coolabore com o continente africano em vários domínios, visto que a África tem tudo para dar a Europa se houver colaboração e troca comerciais.

A 7.ª Cimeira União Africana – União Europeia arrancou esta tarde em Luanda, com a presença de mais de 70 chefes de Estado e de Governo dos dois continentes para debater paz, segurança, migração, investimentos e energia.

No seu discurso de abertura, acompanhado pelo Repórter Angola, no evento, o presidente da União Africana e da República de Angola, João Lourenço, disse que a Europa tem tecnologia e vasto conhecimento científico, mas a África tem as matérias primas fundamentais para as maiores indústrias do mundo, com terras aráveis e uma abundante mão de obra jovem com formação.

Segundo João Lourenço, a Europa só tem a ganhar com a parceria da África desenvolvida que não remeta os imigrantes africanos para o mar subterrâneo.

O presidente da União Africana disse que há em África uma indústria que a Europa precisa para manter-se forte.

João Lourenço disse também que é preciso que os empresários europeus investem mais na empregabilidade para os jovens.

Sob o lema “promover a paz e a prosperidade por meio do multilateralismo eficaz”, o encontro marca um novo capítulo da parceria estratégica iniciada em 2007 e coloca Angola no centro da diplomacia africana e mundial.

Para a UA, África procura redefinir as bases da cooperação num momento em que enfrenta golpes de Estado no Sahel, endividamento crescente, insegurança alimentar e pressões migratórias, num tabuleiro global marcado pela disputa geopolítica entre grandes potências.

Do lado europeu, a prioridade é reforçar a estabilidade africana, assegurar segurança energética e acelerar parcerias económicas através do programa Global Gateway, que prevê 150 mil milhões de euros em investimentos para África.

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