Com entrada em vigor no dia 24 de Julho, os Estados Unidos impuseram uma tarifa adicional de 12,5% sobre os produtos de Angola, inserindo o país num grupo de 60 nações afetadas pela nova política comercial da administração de Donald Trump, substituindo a taxa temporária anterior de 10%. A nova taxação baseia-se na Secção 301 da Lei do Comércio de 1974, adotada após contestações judiciais que travaram medidas anteriores da Casa Branca.
Washington justificou a taxa de 12,5% alegando que Angola não possui mecanismos suficientes ou eficazes para fiscalizar e impedir a entrada de bens produzidos com recurso a trabalho forçado nas cadeias de suprimento. A taxa incide sobre as exportações angolanas para o mercado norte-americano (que incluem petróleo, minerais e maquinaria), encarecendo a entrada desses produtos nos EUA.
Angola integra o grupo taxado com o percentual máximo de 12,5%, o mais elevado do pacote aplicado a países africanos como Nigéria, África do Sul e Egipto. Analistas económicos apontam que o impacto direto para Angola tende a ser limitado, uma vez que cerca de 94% das exportações do país correspondem a petróleo e gás, que contam com isenções por serem considerados insumos energéticos críticos. (J24 Horas)
