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Vacina contra coronavírus mostra resultados promissores em testes clínicos

por Redação

A primeira vacina contra o coronavírus (SARS-Cov-2) a ser testada em humanos parece estimular a resposta imunológica contra o vírus e parece segura, de acordo com o seu fabricante «Moderna».

Marcelo Ribeiro*

Os resultados se baseiam em ensaios clínicos nos oito primeiros voluntários que injectaram duas doses da vacina a partir de Março.
Estes voluntários saudáveis geraram anticorpos que passaram por testes em células humanas em laboratório e conseguiram impedir a replicação do vírus, que é a principal função de uma vacina eficaz. Os níveis destes anticorpos neutralizantes corresponderam aos níveis descobertos em pacientes que se recuperaram da infecção após contrair o vírus. Portanto a vacina parece ter estimulado a resposta imunológica esperada.
A empresa informou que segue um com um cronograma acelerado, com a segunda fase dos testes envolvendo 600 pessoas em seguida logo depois uma terceira fase de testes em Julho, que envolverá milhares de pessoas saudáveis. A Food and Drug Administration dos EUA (FDA), concedeu autorização à Moderna para prosseguir com a segunda fase.
Se esses testes obtiverem sucesso, a vacina ficará disponível para uso geral até o fim do corrente ano ou, talvez, no início de 2021, de acordo com o Dr. Tal Zaks, director de medicina da Moderna, em entrevista para o NY Times. A quantidade de doses que poderiam estar disponíveis não foi informada, mas Zaks disse que «Estamos fazendo o possível para fabricar a maior quantidade de milhões (de vacinas) possível».
Até o momento não há vacina ou sequer tratamento comprovado contra o coronavírus. Inúmeras empresas pelo mundo correm para criar vacinas, utilizando métodos diferentes. Algumas delas usam tecnologia como a que a Moderna utiliza, que se baseia em um segmento de material genético do vírus conhecido como RNA mensageiro, ou mRNA.
A Moderna disse que em outros testes em camundongos (ratos), que foram vacinados e contaminados com o vírus, descobriram que a vacina parecia ter a capacidade de impedir que o vírus se replicasse nos pulmões e que as cobaias tinham quantidades de anticorpos neutralizantes, similares aos das pessoas que foram vacinadas.
Foram testadas três doses da vacina: uma baixa, uma média e outra alta. Os resultados preliminares se baseiam nos testes das doses baixas e médias. E o único efeito adverso observado foi vermelhidão e dor no braço de um dos pacientes em que a injecção foi feita.
Na dose mais alta, no entanto, três pacientes desenvolveram febre, dores musculares e de cabeça, disse o médico. Mas os sintomas sumiram após um dia.
A dose alta, no entanto, será eliminada dos estudos futuros, não por causa de seus efeitos colaterais, mas porque as doses baixas pareceram funcionar tão bem que a dose alta não seria necessária.
«Quanto menor a dose, mais vacina poderemos fabricar», disse Zaks. As acções da Moderna dispararam 40% em negociações de pré-mercado

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