Início Sociedade Usurpação e venda ilegal de terrenos continua a fazer vítimas

Usurpação e venda ilegal de terrenos continua a fazer vítimas

por Redação

O advogado Sebastião Assureira acusa o comandante provincial de Luanda, Eduardo Cerqueira, de ordenar a sua detenção, referindo que um advogado que trabalha para o antigo secretário-geral do MPLA, Julião Mateus Paulo “Dino Matross”, participou da elaboração da acusação para o seu julgameno sumário.

Márcia Elizabeth

Segundo a informação, o incidente ocorreu num terreno em litígio no bairro Patriota e o advogado Sebastião Assurreira foi detido às 12 horas de segunda-feira, 3 de Agosto, na unidade policial de Talatona. Cerqueira nega estar por trás da detenção e Dino Matross também refutou recentemente estar envolvido em qualquer negócio de venda de terrenos naquela zona
Sebastião Assurreira disse à Comunicação Social, a partir da esquadra policial onde está detido, ter sido agredido “pelo chefe da fiscalização”, sem que a polícia no local tenha atuado, tendo sido em seguida levado para a esquadra.
O causídico explicou ainda que os agentes temiam “que eu estava a fazer vídeo daquilo que estava a acontecer”. Depois, na esquadra, soube que não podia retirar-se do local até segundas ordens do comandante provincial Cerqueira.
Foi então que apareceu o advogado do antigo secretário-geral do MPLA, Dino Matross, que, com o inspetor Rodrigues, elaboraram o auto para julgamento sumário por incitamento à violência.
Assureira informou ainda que a acusação afirmou que ele desviou três contentores e formou uma quadrilha de ladrões.
Contactado, o comandante Cerqueira negou veementemente estar envolvido na questão e disse que há um processo instaurado e “a minha resposta é que o processo instaurado está a decorrer os seus trâmites e está a ser fiscalizado pela Procuradoria Geral da República”.
Quanto a Dino Matross, também negou estar envolvido em negócios da compra de terrenos naquela zona como alegado por diversos orgãos de informação e afirmou que essas alegações foram feitas por “difamadores”.
É caso para dizer que as velhas “makas” de ocupação e venda de terrenos por dirigentes continua a ser um fato. Quando se porá termo à esses procedimentos criminosos? Eis a questão!!!

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