Início Sociedade Sociedade angolana espera melhores dias com a gestão de João Lourenço*

Sociedade angolana espera melhores dias com a gestão de João Lourenço*

por Redação

No sábado passado (26), centenas de pessoas assinalaram os três anos da gestão de João Lourenlo com manifestações em algumas cidades, nomeadamente Luanda e Uíge, pelo alto nível de desemprego em Angola.

Ao herdar um país numa profunda crise económica, com os preços da sua única fonte de receita, o petróleo, em baixa, João Lourenço sabia que, para além do combate à corrupção, o relançamento da economia devia ser uma suas principais bandeiras.
Três anos depois, especialistas apontam o desemprego e a corrupção como os grandes desafios de Lourenço para os próximos dois anos de mandato.
Nestes primeiros três anos de governação, o economista Faustino Mumbika aponta como tendo ficado em «banho-maria» o desemprego e a redução do poder de compra das famílias.
Ele considera que nunca os cidadãos estiveram tão pobres como neste período, com o desemprego a aumentar, ao contrário da promessa de João Lourenço durante a campanha em 2017.
«O desemprego aumentou muito nos últimos três anos, apesar da promessa dos 500 mil empregos feita por João Lourenço, que nem conseguiu chegar à metade», aponta aquele economista, para quem o sector económico continua nas mãos «do grupo que sempre se beneficiou do país, a mesma elite política dominante».
No entender do presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino, o chefe de Estado herdou o que se convencionou chamar de «fase Eduardista», da qual não se desfez.
«É um processo muito complexo porque estivemos mergulhados durante muito tempo no “Eduardismo” em que havia a predisposição para a existência de uma classe restrita dominante e preponderante, não só em Angola, mas também na região, que lesou muito a nossa economia e ofuscou a classe empresarial que estava toda orientada e ligada ao círculo do então Presidente da República», explica Severino, para quem Lourenço só sairá desta situação se usar outras formas diferentes das actuais.
«Precisamos usar métodos mais agressivos para empregar mais jovens, apostar no sector da construção de habitação social, por exemplo, e noutras áreas para dar resposta ao actual nível de desemprego», conclui o presidente da AIA. *(Com a devida vênia à VOA)

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