Início Sociedade Por negligência da direcção provincial de Educação, seguranças escolares estão a morrer nos postos

Por negligência da direcção provincial de Educação, seguranças escolares estão a morrer nos postos

por Redação

O secretário – geral do Sindicato dos Trabalhadores da Auto – Protecção na Educação (Sintape), Abreu Dala Cahanda, acusa a direcção provincial de Educação de Luanda de nada fazer para evitar as mortes dos seus filiados.

Domingos Kinguari         

A informação foi prestada ao Jornal 24 Horas online porAbreu Dala Cahanda, dizendo que«os nossos colegas estão a morrer nos postos de trabalho, pelo não cumprimento da reforma por idade. É desumano um funcionário com setenta e oito anos de idade continuar a trabalhar até morrer no posto. Solicitamos a reforma dos trezentos e oito funcionários», disse.

O sindicalista esclarece que «o Sintape tem vindo a discutir junto das instituições de direito, um conjunto de problemas que afligem os trabalhadores, estes que incansavelmente têm vindo a proteger as instituições de ensino, como as escolas e as direcções municipais de Educação da província de Luanda».

Por não haver qualquer resultado nas discussões estabelecidas entre a direcção provincial de Educação de Luanda e o sindicato, estes apresentaram em Abril último um caderno reivindicativo e até hoje não obtiveram nenhuma resposta. Assim, estão para convocar uma assembleia de trabalhadores nos próximos dias que pode levar à paralisaçãodos serviços.

Os agentes de segurança que protegem as escolas da província de Luanda fazem parte do grupo de operários qualificados, com a categoria de encarregados qualificados, «elemento insuficiente para a identificação da nossa actividade, considerando que trabalhamos com armamento militar sem um documento idóneo que orienta a nossa actividade», disse.

Foi nesta base, segundo Abreu Dala Cahanda, que «o gabinete provincial da Educação em conjunto com o parceiro Sintap, criou o estatuto orgânico por forma a se buscar mais dignidade e direcção laboral, através da resposta aos elementos como, quem somos, o que fazemos, onde fazemos, por quê fazemos, como fazemos e com quem fazemos. O documento foi reprovado pelo Governo Provincial de Luanda, situação que continuará a garantir determinada confusão diante da nossa actividade, pois, o Ministério da Educação entende que o operário qualificado é guarda, mas nós entendemos o contrário, razão pela qual verificamos que muitos funcionários estão colocados em diversas áreas da função pública, situação que nos leva a concluir que o operário qualificado não tem uma actividade específica, funciona de acordo com a sua adaptação», explicou.

O Sintape pretende o mais urgente possível a aprovação do seu estatuto, «onde seremos chamados de agentes de segurança e auto –protecção das escolas de Luanda, facto que nos garantirá as categorias de agentes de segurança e protecção de 1ª, 2ª e 3ª classes», aludem.

Ministério da Educação «desvia» subsídios de turno dos seguranças escolares

Quanto às questões remuneratórias, aquele sindicalista avança dizendo que«os subsídios de turno e nocturno foram aprovados e implementados pela natureza do nosso trabalho que é a elaboração contínua, no âmbito de um encontro entre o gabinete provincial da Educação de Luanda e o Ministério das Finanças, reportado ao Sintape. De lá para cá, temos encontrado muitas dificuldades na sua aplicação, porque pela falta de legalidade dos mesmos, em várias ocasiões, não são feitosos pagamento pelas administrações municipais. Esta foi a motivação para a elaboração de um estatuto remuneratório que inclui, dentre outros, subsídios propícios à nossa actividade, um salário condigno», disse o sindicalista.

Abreu Dala garante que«os agentes de protecção encontram-se há mais de cinco anos sem promoção de categoria. A falta de subsídio de chefia, alimentação, diuturnidade e risco, constitui uma preocupação para o nosso grupo, uma vez que tudo temos feito para garantir o andamento ordeiro das nossas actividades. Estes subsídios servirão para dar mais dignidade aos agentes, pois, apesar de trabalharmos com imensas dificuldades, o zelo e a dedicação que imprimimos merece mais incentivo», desfechou.

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