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Novo sistema de recolha de lixo já em curso em Luanda

por Redação

Depois de vários meses de acumulação de detritos na capital angolana, na sequência da rescisão dos contratos com as anteriores operadoras de gestão de resíduos, a limpeza de Luanda e a recolha de lixo passará a ser efectuada por sete empresas.

Márcia Elizabeth

Segundo um comunicado divulgado esta semana pelo Governo Provincial de Luanda (GPL), entre as 39 propostas apresentadas foram escolhidas sete empresas que vão assegurar a limpeza de nove municípios, divididos por lotes.

A Elisal (Empresa de Limpeza de Luanda) será responsável pela limpeza nos municípios de Luanda e Cazenga, a Er-Sol, pelo Icolo e Bengo, a Sambiente ficará com o município da Quiçama e de Viana, a Multilimpeza com o Cacuaco, a Jump Business com Belas, a Chay Chay com o Kilamba Kiaxi e o consórcio Dassala/Envirobac com Talatona.

Em 23 de Fevereiro foi autorizada a despesa e abertura do procedimento de contratação emergencial, para aquisição dos serviços de limpeza pública e recolha de resíduos sólidos na Província de Luanda, através de um despacho presidencial, tendo sido constituída no dia seguinte a Comissão de Avaliação para analisar as propostas.

A aquisição das peças do concurso público pelos concorrentes decorreu entre 25 de Fevereiro e 2 de Março de 2021, tendo sido adquiridas peças concursais por 69 empresas. Entre 3 e 9 de Março de 2021, 39 empresas entregaram as suas propostas técnicas e financeiras.

A Comissão de Avaliação iniciou os trabalhos de análise das propostas no dia 13 de Março e, cinco dias mais tarde, iniciou a elaboração do relatório do concurso tendente à adjudicação dos serviços de limpeza pública e recolha de resíduos sólidos e concluiu os trabalhos no dia 28 de Março.

Depois da assinatura dos contratos, as operadoras devem começar imediatamente a efectuar os trabalhos de limpeza pública e recolha de resíduos sólidos na província de Luanda, acrescenta o GPL.

O lixo amontoado nas ruas da capital tem provocado o desagrado dos munícipes, e não só, bem como receios quanto à propagação de doenças, devido aos riscos para a saúde pública.

O governo de Luanda suspendeu os contratos com as operadoras do lixo por incapacidade para pagar uma dívida que ascendia, em Novembro de 2020, a 246 mil milhões de kwanzas (308 milhões de euros).

Enquanto isso, recorde-se que uma fonte fidedigna confidenciou recentemente ao portal ‘Jornal 24 Horas’, que «o lixo é um ‘chorudo negócio’, uma ‘mina de ouro’, com uma rede montada há muito tempo e que ‘ultrapassa o GPL’».

«Assim, operadoras saiem e outras entram, mas o problema continuará na mesma, enquanto não for desmantelada a rede e as tendências. Tem que haver uma purga total a nível do GPL, seus colaboradores e a nível central, onde são ‘movidos’ os ‘cordelinhos’, ou seja os ‘agentes’ ocultos que orientam o sistema», salientou.

Por esse motivo, tantas são as ‘modas’ (dizem modelos) para a recolha de lixo e limpeza da cidade Luanda que já foram ‘inventadas’, que os luandenses já perderam a conta. Porém, nunca se viu um que ao menos minimizasse as drásticas situações.

São muitos, longos e tortuosos os caminhos para a limpeza de Luanda, que em vez de melhorar com o passar do tempo, até pela participação de novos dirigentes que já deviam ter mais experiência sobre o assunto, se vão tornando maiores, porque acumulados, e mais complicados.

Como consequência, a capital angolana, com mais de 8 milhões de habitantes e que produz diariamente, conforme estimativa, cerca de 7.000 toneladas de lixo, está em completa podridão, com resíduos e águas putrefactas que invadem os bairros, ruas, mercados, etc, provocando o pavor por problemas de saúde, principalmente nesta época de chuva!

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