Início Sociedade Médicos do Hospital Divina Providência estão em greve e pedem a distituição do corpo directivo

Médicos do Hospital Divina Providência estão em greve e pedem a distituição do corpo directivo

por Redação

coordenador da comissão sindical dos médicos do hospital divina providência, Hermenegildo Carlos, deu a conhecer na manhã de segunda-feira (26) as razões que levaram os médicos e enfermeiros daquela unidade hospitalar à entrarem em greve

Victor Kavinda 

O representante do sindicato dos funcionários daquele hospital apresentou os pontos mencionados que a direcção do referido hospital, embora tendo conhecimento não dásolução aos mesmos.

O primeiro ponto apontado pelo sindicalista tem a ver com o não cumprimento dos acordos tratados no dia 4 de Março do ano em curso, considerado assim como desrespeito por para da direcção do hospital por não fazer eco às reclamações debatidas; No segundo ponto pede-se o fim da descriminação e retaliação dos membros da comissão sindical e, no terceiro ponto, pede-se a destituição do corpo directivo do hospital. 

Por outro lado, segundo o coordenador sindical, desde Janeiro que a direção do referido hospital recebeu o caderno reivindicativo e “nem água vai, nem água vem”, uma vez que o problema já se arrasta desde a antiga direcção.

Com novos dirigentes do hospital os funcionários achavam que os seus problemas teriam solução. Infelizmente, volvidos dois anos, a situação dos médicos da Dívina Providência tornou-se cada vez mais caótica, razão que fez com que os médicos e a nova direção “vivam de costas viradas”.

“Alguns serviços estão fechados, prejudicando assim a população que procura a unidade hospitar diariamente”.

Hermenegildo Carlos acrescentou ainda que fazem parte do caderno reivindicativo onze pontos, dentre eles, demaior ênfase, a desigualdade salarial e a falta dealimentação a que os médicos estão sujeitos no hospital, uma vez que trabalham com fome o dia inteiro e, para piorar, há funcionários com mais de vinte anos sem promoção.

“A comissão sindical não vê outra alternativa senão a destituição da direcção, que é o foco candente desta greve e nas próximas negociações só daremos o braço a torcer com a presença de uma delegação da instituição, porque a mesma pertence à Igreja Católica. Para voltarmos aotrabalho exigimos a exoneração desta direção ou uma nova comissão de gestão para o hospital Divina Providência”.

Hermenegildo Carlos disse também que a greve irá até ao dia 6 de Agosto. Mas, caso não haja consenso, voltarão a entrar em greve até a situação estiver totalmente resolvida.

A reportagem do Jornal 24 Horas procurou ouvir a direção do hospital, na pessoa do seu administrador, Daniel Gobbo, mas este, num gesto arrogante, virou as costas aos jornalistas dizendo aos mesmos que consultassem o caderno reivindicativo para mais esclarecimento. A atitude de Daniel Gobbo revelou falta de educação, dando razão aos grevistas que o acusam de menosprezar os seus colaboradores mostrando arrogância e prepotência.

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