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Joana Lina “trava” greve dos seguranças escolares

por Redação

Os dois mil e quarenta e cinco seguranças escolares da província de Luanda, afectos ao Sindicato dos Trabalhadores da Auto –Protecção na Educação (Sintape), levantaram a greve que estava marcada para a última quarta-feira (26), tudo porque a governadora provincial comprometeu-se em fazer cumprir com as reclamações dos mesmos

Domingos Kinguari

Em declarações ao Jornal online 24 Horas, o secretário-geral do Sintape, Abreu Dala Cahanda, garantiu que «a paralização que estava prevista para o dia 26 de Maio foi levantada por volta do final daquele dia, tudo porque o governo províncial de Luanda (GPL) se comprometeu em pagar os subsídios dos seguranças, assim como dos cargos de chefias até ao final do mês corrente. Na primeira quinzena do mês de Junho, a comissão negociadora coordenada pelo GPL, em que estão os técnicos do gabinete provincial da Educação de Luanda, vamos rever o estatuto orgânico e remuneratório dos seguranças, que já está em discussão e nunca levaram a sério. A sua discussão e aprovação terá a duração de noventa dias, e a sua aprovação munir-se-á de força jurídica», disse o sindicalista.
Na reunião da última quarta-feira (26), ficou acordado que os trezentos e oito seguranças que estão em idade de reforma já poderão ver a situação concretizada nos próximos meses, e muitos deles estão com setenta e oito anos. Em relação a alimentação, ficou assente que a direcção provincial de Educação vai fazer esforços para não faltar comida aos seus funcionários, mas também vão procurar negociar com as administrações municipais para a fornecer, porque as escolas estão nos municípios.
Os agentes de protecção trabalham com roupas pessoais; tendo em conta o carácter da actividade que exercem, precisam estar completamente equipados com uniformes e identificação com passes. As armas que usam são obsoletas, carecem de manutenção e solicitam parceria com a brigada escolar para o efeito.
O sindicato está preocupado com a situação dos agentes com mais de oito anos de serviço, mas no probatório, quando a lei fixa o período de três anos para a transição pessoal ao quadro permanente, mas isto, segundo Abreu Dala Cahanda, ficou garantido e será resolvido até ao mês de Junho, assim como a situação dos agentes de segurança que têm formação superior, mas ganham setenta mil Kwanzas.
O sindicalista sclareceu que, devido ao número elevado de pessoal em idade de reforma, «há a necessidade de aumento do pessoal que deverão ser capacitados tecnicamente pelas autoridades pára-militares uma vez que os ex-militares actualmente estão em idade acima do concurso público, recorremos à juventude actual sem conhecimento da área», rematou.

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