Início Sociedade Guerra pelo poder na IURD -Autoridades policiais impávidos e serenos permitem invasões e violência pública

Guerra pelo poder na IURD -Autoridades policiais impávidos e serenos permitem invasões e violência pública

por Redação

Em meio à pandemia do Coronavírus (Covid-19) que, assim como em outros países do mundo, está a causar grandes problemas sociais e económicos em Angola, eis que, num momento em que aumentam diariamente os casos de contaminação que estão a preocupar a sociedade em geral, estoura um conflito que, no entender de atentos analistas, pode manchar a imagem do país a vários níveis, considerando que as autoridades de defesa e segurança assistem impávidos e serenos o desenrolar da triste situação.

Mwanza Mukondolo

A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), em Angola, benquista para muitos e malquista para alguns, voltou a ser campo de conflitos que, desta feita, tem tomado proporções alarmantes e atingiu níveis de violência inconcebíveis numa sociedade de bem e, sobretudo, entre religiosos que pregam o Evangelho de Cristo.

Para que se recorde, os conflitos na IURD já datam de um tempo considerável, mas acentuaram-se a partir de 2019, quando bispos e pastores angolanos assinaram um manifesto pastoral, tornado público em Novembro daquele ano, para que a instituição passasse a ser administrada apenas porangolanos.

Entretanto, nos últimos dias, em pleno Estado de Calamidade por causa da pandemia, a situação agravou-se sobremaneira e alguns elementos decidiram tomar pela força templos e residências de pastores em várias províncias do país.

Notícias e imagens postas a circular, espelham o vandalismo de tais atos que, em alguns casos acontecidos em Luanda, foram acompanhados por elementos da Polícia Nacional e do SIC – Serviço de investigação Criminal, que em vez de impedir a agressividade, as invasões de domicílio e proteger as pessoas que estavam a ser atacadas, cruzaram os braços e assistiram impávidos, numa clara demonstração de que estavam a favor dos invasores/agressores e até ajudaram a expulsar pessoas das suas residências. Ao que se sabe, atos de vandalismo e de violência pública é crime. Também é crime fazer justiça por mãos próprias. Sendo a IURD uma instituição religiosa e de beneficência pública, devidamente reconhecida e legalizada segundo as leis angolanas, devem merecer que essas.

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